Pré-candidato a senador cobra mudanças profundas para que o Brasil não perca mais investimentos.

Para o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato ao Senado, o grande êxodo de empresas e empresários para o Paraguai tem uma explicação simples e objetiva: má gestão da economia pelo governo brasileiro.
Ele afirma que a “fuga” é provocada pela pressão dos elevados juros e impostos e da excessiva burocracia, além de encargos trabalhistas que, a seu ver, precisavam ser reavaliados antes de entrarem em vigor.

“O Brasil enfrenta um êxodo silencioso de investidores”, lamenta Azambuja, governante que iniciou em 2015 a revolução gerencial com a qual Mato Grosso do Sul vem dando saltos históricos de crescimento, atraindo investimentos para o agro, a indústria e demais atividades. Hoje, afirma, o cenário nacional preocupa. Mais de 223 indústrias brasileiras já operam no Paraguai, representando 69% das 332 indústrias estrangeiras registradas no país vizinho. A Argentina também tem recebido investidores brasileiros.
Azambuja desfia esses dados, fornecidos pelo Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, é salienta que o Brasil deveria ter indicadores mais compatíveis com seu potencial e segurar os investidores. O êxodo para o Paraguai ocorre devido à busca por custos de produção até 40% menores e é impulsionado pela Lei de Maquila, menor burocracia trabalhista e impostos reduzidos.
Esta lei permite importar máquinas e matérias-primas sem tarifas e cobrar apenas 1% de imposto sobre o valor agregado na exportação.
Avanços e recuos
Dados do Sebrae revelam que o número de empresas fechadas no Brasil cresceu 15,8%. São 741 mil negócios encerrados, sendo 75% MEIs e 18% microempresas. Enquanto isso, países vizinhos, sobretudo o Paraguai, tornam-se o destino de centenas de empresas brasileiras. O Paraguai cresceu 6,6% em 2025 e o Brasil 2,3%. “Para 2026, a expectativa de crescimento no país paraguaio é de 4,2%, enquanto as projeções brasileiras seguem modestas”, disparou.
Em seguida, observou que o Brasil já é um dos 10 piores países do mundo para investidores, segundo o Global Tax Competitiveness Index.
Nos últimos anos, os tributos federais aumentaram e, junto com eles, a insegurança jurídica e os problemas de segurança pública pioraram, fatores determinantes para centenas de empresas que se mudam para outros países. “O Paraguai cobra 10% de imposto sobre a renda das pessoas jurídicas e 10% de IVA, contra 34% de carga tributária corporativa no Brasil, onde a carga total sobre consumo se aproxima de 40% do PIB”, exemplifica.

Sobre a Convenção Nacional do PL, que lançou o nome do senador Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República, Azambuja viu “uma largada para a mudança”. Disse que é preciso virar as páginas da história do Brasil e escrever um novo capítulo, com responsabilidade, com trabalho e compromisso com o futuro”.
Ele classifica como importante e estratégica a posição do Senado em favor de um Brasil melhor. “O Senado será palco da tomada de medidas capazes de gerar políticas de bem-estar para as famílias, tanto na área de emprego e renda, como na saúde, educação e infraestrutura”.






