Iniciativas empresariais já exibem resultados antes de a rota ser concluída e deixam governador mais confiante.

As oportunidades que a Rota Bioceânica já começam a abrir antes da conclusão de suas primeiras obras estruturantes de acesso rodoviário reforçam a confiança do governador Eduardo Riedel (PP) nas auspiciosas perspectivas econômicas e sociais do continente latino-americanno e, em especial, de Mato Grosso do Sul. “São novas fronteiras. com um caminho de oportunidades, num ambiente positivo e próspero. Nosso estado ganha mais um horizonte de cidadania para seu povo”, comentou.
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Riedel analisou, empolgado, a abertura e a multiplicação gradual de iniciativas empresariais impulsionadas pela sensação progressista que a rota criou, especialmente em sua área geograficamente mais pontual, na fronteira Brasil-Paraguai: “Mato Grosso do Sul leva seus produtos para outras nações, mudando a vida de pessoas que resolveram empreender e construir sua própria história. Novos destinos também aparecem, como nossos países vizinhos, agora mais integrados, com a Bioceânica”.

Um dos casos que sustentam este olhar confiante de Riedel é o de Bruna Coelho. Ela chegou em Porto Murtinho, divisa com a comunidade paraguaia de Ilha Margarida, em 2019. Para seu sustento, vendia roupas andando pela cidade, até abrir uma pequena loja. Criou então pijamas personalizados para uso 24 horas por dia. O negócio prosperou e depois disto Bruna ampliou as vendas e abriu mais duas lojas em Campo Grande. Hoje, seus produtos já são comercializados em outros países do continente, um deles o Chile e há necessidade de ampliar os negócios.

Corredor
A Bioceânica está no centro de um grande projeto de infraestrutura que vai mudar o cenário econômico do Estado e dos países vizinhos. É um corredor rodoviário de a Porto Murtinho aos portos chilenos, no acesso ao Pacífico, portão de entrada nos grandes mercados, entre os quais o asiático. O ponto central desse corredor é a ponte sobre o Rio Paraguai entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai.
A estrutura da ponte já tem 80% das obras concluídas, com mais de 400 trabalhadores no canteiro. Com ela, a expectativa de uma redução no trajeto aos portos chilenos é de até 30% nos custos logísticos e de 15 dias no tempo de transporte em relação à rota marítima tradicional pelo Oceano Atlântico, via Porto de Santos. Riedel exulta, porque assim como as outras nações, Mato Grosso do Sul tem boas relações de negócio com o Chile.
Em 2024, o Estado exportou US$ 210 milhões ao Chile e importou US$ 197 milhões. No primeiro semestre deste ano, as exportações para terras chilenas já tinham chegado a US$ 134,16 milhões e as importações US$ 96,99 milhões. “Nosso compromisso é facilitar, apoiar as iniciativas para gerar resultados. Este projeto vem sendo construído por diferentes gerações, em direção a um sonho que se torna real a cada dia”, salientou Riedel.






