Gestão fez Bolsa Atleta crescer em 138% e servir de parâmetro nacional em política pública de esportes.
Para avançar com segurança, agilidade e ações resolutivas focadas em inclusão social, a política pública de esportes em Mato Grosso do Sul teve sustentações determinantes.
Uma delas, o planejamento estratégico de gestão, que substituiu o modelo assistencialista tradicional por novas e inovadoras concepções agregadoras de valores. Outra, foi definir para a desafiadora responsabilidade um pessoa com a capacidade, a vocação e a compreensão dos papéis que cabem ao Estado.
Era 2015, ano inicial do primeiro mandato do governador Reinaldo Azambuja. Ele escolheu para presidir a Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) o professor Marcelo Miranda. E não foi apenas pelo premiado currículo do jovem profissional de Educação Física, professor e treinador. Pesou também na balança os testemunhos de pessoas conhecedoras do ramo, alunos e dirigentes. E, além disso, sua sinceridade e seu entusiasmo fecharam a aposta.
Ao longo de 11 anos e quatro meses liderando a política pública do setor, a gestão de Marcelo vem colecionando vitórias de impactos locais e nacionais, sobretudo nas iniciativas de fomento e afirmação de práticas e praticantes. Uma delas, o Bolsa Atleta. Quando assumiu a Fundesporte, o programa era uma intervenção governamental modesta, com 144 bolsas concedidas e um investimento anual de R$ 818,4 mil.
Avanços
Hoje, a realidade é outra. A edição atual contempla 302 atletas e 41 técnicos, totalizando 343 beneficiários, com investimento de R$ 4,3 milhões ao longo de 12 meses, um crescimento de 138%.

Os recursos destinados ao programa aumentaram aproximadamente 425%. O Bolsa Atleta deixou de atender apenas os estudantes e nacionais e passou a acompanhar praticamente toda a trajetória esportiva, da base ao alto rendimento.
Foram criadas categorias que não existiam antes de 2015, entre elas: Universitário, Nacional Paralímpico, Master, Internacional, Pódio Complementar Paralímpico e as categorias de maior valor do programa: Olímpico, Paralímpico e Surdolímpico. Os valores pagos mostram a nova dimensão do programa. Agora as bolsas vão de R$ 523,10 a R$ 7.323,40 por mês.

Este é o valor aos que estão no topo da tabela, os medalhistas das categorias Olímpica, Paralímpica e Surdolímpica. Nesta faixa estão os atletas de alto rendimento como Yeltsin Jacques e Fernando Rufino, referências do esporte sul-mato-grossense e beneficiários do programa.
“Falar de Bolsa Atleta não é simplesmente entregar um recurso. É dar condições para que um jovem continue treinando, para que um atleta possa viajar, competir e buscar um resultado. É uma forma de dizer para essa pessoa que o poder público acredita no potencial dela”, argumenta Marcelo Miranda.
Em sua gestão foi criada a bolsa para o atleta-guia, que corre ao lado de corredores com deficiência visual. Mato Grosso do Sul foi o primeiro estado a reconhecer e valorizar financeiramente a função.

Inovando
Em 2017, o Estado voltou a inovar e instituiu o Bolsa Técnico, reconhecendo que o resultado de um atleta depende diretamente do trabalho do treinador. Já à frente da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc), Marcelo Miranda deu continuidade à ampliação do programa, participando do processo que levou à criação de categorias específicas de Bolsa Atleta para surdos, medida que preenche uma lacuna histórica do esporte brasileiro.
Os números do Bolsa Atleta ganham outro significado quando se olha para os resultados que ajudaram a produzir. Dois dos principais nomes do para desporto brasileiro da atualidade são bolsistas do programa estadual: Yeltsin Jacques, do paratletismo, natural de Mato Grosso do Sul, e Fernando Rufino, da paracanoagem, natural de Eldorado (MS). Yeltsin conquistou duas medalhas de ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 (nos 5.000m e nos 1.500m) e voltou a subir ao lugar mais alto do pódio nos 1.500m em Paris 2024. Fernando Rufino, da paracanoagem (classe VL2), foi ouro em Tóquio 2020 e venceu em Paris 2024.
Candidato a deputado federal, Marcelo Miranda pontua: “Quando um atleta consegue representar Mato Grosso do Sul no mais alto nível, ele leva o nome do Estado. O poder público precisa estar presente para que o talento não seja interrompido por falta de condições”, finaliza.






