
Clubes da Série A se articulam nos bastidores para votar no próximo Conselho Técnico da CBF a proibição de gramados sintéticos no futebol brasileiro, informou o repórter Igor Siqueira no De Primeira.
Segundo o repórter, o movimento se intensificou após a campanha pelo fim da grama sintética iniciada por atletas como Neymar, Gabigol e Lucas.
Nomes como Neymar (Santos), Thiago Silva (Fluminense), Lucas Moura (São Paulo), Gabigol (Cruzeiro), Dudu (Cruzeiro), Cássio (Cruzeiro), Memphis (Corinthians), Garro (Corinthians), Gerson (Flamengo), Arrascaeta (Flamengo), Coutinho (Vasco), Bruno Henrique (Inter), Alan Patrick (Inter) e David Luiz (Fortaleza) usaram seus perfis nesta terça-feira (18) para publicar a mesma mensagem contrária aos campos artificiais.

“A informação que eu tenho é que alguns clubes já estavam cientes desse movimento de jogadores, mas não sabiam necessariamente quando eles iriam soltar o gatilho nas redes. Aconteceu isso agora e é numa semana muito importante para os rumos da Série A do Brasileirão”, informou Igor.
“O Conselho Técnico da Série A está batendo na porta e se aproxima, a CBF ainda não confirmou a data, mas tem uma perspectiva que isso aconteça na próxima semana ou na outra depois do Carnaval. É um período de discussões sobre o regulamento do Campeonato Brasileiro”, acrescentou o repórter.
“Já tem um movimento dos clubes para colocar essa discussão do gramado sintético de volta na pauta. Isso vai ser votado no Conselho Técnico da Série A e aí tem um movimento para que os clubes que são contrários ao gramado sintético consigam, nesse ano, passar a proibição de gramados sintéticos no Brasil”, detalha Igor.
O repórter explicou que a ideia dos clubes contrários ao piso sintético não é proibi-los de imediato, mas estipular um prazo para adaptação dos clubes cujos estádios têm grama artificial, como aconteceu no futebol europeu.
Nos bastidores, há otimismo de que a medida seja aprovada. “Tem um otimismo entre os dirigentes que são contra o gramado sintético para que isso avance e aconteça de fato uma votação. Não seria uma coisa sumária para esse ano, mas para o futuro do futebol brasileiro, que seja votado no Conselho Técnico desse ano um possível banimento dos gramados sintéticos”, finaliza o repórter.