O técnico italiano chega após quase um ano de indefinição na CBF, com estreia está prevista para 26 de maio, após fim da temporada europeia. A torcida se divide, mas currículo do técnico impressiona.

Após um longo período de incerteza, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) oficializou ontem (12/05) o nome do italiano Carlo Ancelotti como o novo técnico da Seleção Brasileira masculina de futebol. A decisão encerra cerca de 11 meses sem treinador efetivo, desde a saída do interino Fernando Diniz, e inaugura uma nova era para o futebol pentacampeão mundial.
Ancelotti, ainda vinculado ao Real Madrid, só deverá assumir o comando da seleção no dia 26 de maio de 2025, logo após o encerramento do Campeonato Espanhol. Até lá, o clube merengue ainda disputará três partidas: contra o Mallorca (14/05), Sevilla (18/05) e Real Sociedad (24/05). No entanto, existe a possibilidade de liberação antecipada, caso o Barcelona confirme o título espanhol de forma antecipada — atualmente, o clube catalão lidera com sete pontos de vantagem.
Quem é Carlo Ancelotti?
Carlo Ancelotti nasceu em 10 de junho de 1959, em Reggiolo, na Itália. Ex-jogador e atualmente um dos técnicos mais respeitados do mundo, ele foi eleito em 2019, pela France Football, um dos dez maiores treinadores da história do futebol.
Títulos e recordes:
5x Liga dos Campeões da UEFA como técnico (2 com Milan, 3 com Real Madrid)
2x Liga dos Campeões como jogador (com o Milan)
3x Mundial de Clubes da FIFA (1 com Milan, 2 com Real Madrid)
Campeonatos nacionais em Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha
Técnico com mais conquistas em torneios interclubes da UEFA
Clubes comandados:
Parma (ITA)
Juventus (ITA)
Milan (ITA)
Chelsea (ING)
Paris Saint-Germain (FRA)
Real Madrid (ESP) – duas passagens
Bayern de Munique (ALE)
Napoli (ITA)
Everton (ING)
Ancelotti é reconhecido mundialmente como grande gestor de elenco, combinando carisma, disciplina tática e forte adaptação a diferentes estilos de futebol. Agora, terá a missão de levar o Brasil de volta ao topo do futebol mundial. A expectativa é pela nova escalação já que Ancelotti se baseia em destaque técnico e meritocracia.
Primeiras palavras como técnico da Seleção
Na entrevista concedida durante sua apresentação oficial, Ancelotti afirmou:
“É uma honra treinar a Seleção Brasileira. Sempre admirei o talento dos jogadores brasileiros e agora terei o privilégio de comandá-los. Vamos resgatar a alegria e a competitividade dessa camisa tão respeitada no mundo.”
Ele destacou que sua prioridade será conquistar a Copa América de 2025, e preparar a equipe com um modelo de jogo mais equilibrado, de olho na Copa do Mundo de 2026.
Ancelotti será o 3º estrangeiro na história da Seleção Brasileira
Apesar da tradição de técnicos brasileiros, Carlo Ancelotti será o terceiro estrangeiro da história a comandar a seleção:
Ramón Platero (Uruguai) – Técnico em 1925, no Sul-Americano (atual Copa América), com duas vitórias, um empate e uma derrota.
Filpo Nuñez (Argentina) – Dirigiu o Palmeiras que representou a seleção em um amistoso contra o Uruguai em 1965.
Carlo Ancelotti (Itália) – Primeiro estrangeiro a assumir o cargo em caráter permanente e com um calendário de competições oficiais.
Em 1943, o português Joreca esteve ao lado do brasileiro Flávio Costa em dois amistosos, mas não foi o técnico principal.
Reações da torcida e dos jogadores
A nomeação de Ancelotti gerou reações mistas. Parte da torcida celebrou a ousadia da CBF, vendo nela uma tentativa séria de modernização. Outros torcedores criticaram o fato de um estrangeiro estar à frente de uma seleção com tantas opções de treinadores nacionais.
Entre os jogadores, o clima é de otimismo. Vinícius Júnior, que trabalhou com Ancelotti no Real Madrid, comentou:“Ele é um mestre. Aprendi muito com ele. Tenho certeza de que ele vai extrair o melhor do nosso grupo.”
Próximos passos
Ancelotti chega para treinar a Seleção para os dois próximos jogos das eliminatórias da Copa, contra o Equador, no dia 5/6, e Paraguai, no dia 10/06.
Com sua estreia marcada para os amistosos de junho, Ancelotti deve apresentar uma convocação com foco técnico e meritocrático. Seu trabalho será observado de perto, não apenas pelos resultados, mas também pela forma de jogar e pela capacidade de lidar com a pressão de liderar a Seleção mais vitoriosa do mundo.






