Ações protetivas, controle populacional e combate aos maus-tratos fazem de MS um modelo para o País.
A Suprova (Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal) foi criada para não ser apenas um indicativo protocolar no campo de atribuições da Secretaria Estadual de Turismo, Esporte e Lazer (Setesc).
Sua concepção, em berço conceitual – como aquele que marcou a história de Francisco de Assis – e modelagem constitucional, foi uma das ideias felizes e inovadoras da gestão do secretário Marcelo Miranda, hoje candidato do PP a deputado estadual.
Com a Suprova, Mato Grosso do Sul passou a experimentar uma sensação renovada de atenção e cuidados com a vida animal.
Quem já tinha estes sentimentos, apenas os reforçou. Mas quem os considerava necessários e lamentava sua inexistência, passou a redimensionar o papel de um órgão governamental encarregado de três áreas específicas e que, aparentemente, pouco ou nada tinham a ver com cuidar de cães, gatos e outros animais domésticos.

A ideia, dinamizada por Marcelo entre 2023 e abril de 2026, deu aos sul-mato-grossenses um novo e eficaz suporte humanitário.
Marcelo acompanhou a implantação e o fortalecimento da Suprova, criada para organizar ações de proteção, conscientização, controle populacional e combate aos maus-tratos.
A atuação passou a integrar a pauta do Estado de forma permanente, aproximando governo, municípios, protetores e entidades da sociedade civil.
Maus-tratos
Uma das frentes foi o combate aos maus-tratos e ao abandono. A Suprova desenvolve campanhas educativas e ações de conscientização, utilizando espaços de grande circulação, eventos esportivos e atividades culturais. Em 2024, o Festival Vida Animal realizou feiras de adoção, seminários, orientações e ações de conscientização. Em 2025, parceria com a Polícia Civil permitiu a criação de uma ferramenta específica na Delegacia Virtual para registrar denúncias de maus-tratos.
Outro eixo foi o reconhecimento de quem já fazia esse trabalho diariamente. Mato Grosso do Sul possui cerca de 300 entidades de proteção animal, além de protetores independentes que mantêm animais sob seus cuidados. Em 2024, o Estado criou a Certificação Estadual de Protetores de Animais (CEPA). A certificação também abriu caminho para que protetores e organizações pudessem participar das ações da Caravana da Castração.

Castração
O principal símbolo da nova política foi a Caravana da Castração, dentro do programa MS Vida Animal. Com investimento inicial de R$ 5 milhões, a iniciativa passou a levar para diferentes regiões do Estado uma estrutura veterinária completa, oferecendo castração gratuita, microchipagem, medicação, roupinha cirúrgica, colar pós-operatório e suporte veterinário para eventuais intercorrências.
Em 2025, a caravana alcançou 45 municípios e realizou mais de 16,7 mil castrações. No encerramento do primeiro ciclo, em abril de 2026, a marca chegou a 20 mil animais atendidos em 63 municípios.
Para Marcelo, a castração representa mais do que o cuidado individual com cada animal. “Quando a gente fala de proteção animal, fala também de saúde pública, de prevenção e de responsabilidade.
A castração ajuda a controlar a reprodução de forma responsável, reduz o abandono e evita que milhares de animais acabem nas ruas”, diz. Em 2024, emendas parlamentares viabilizaram R$ 480 mil para organizações de diferentes municípios, com recursos para ações como castração, assistência veterinária e campanhas educativas.








