As pesquisas de intenção de voto e avaliação política ou de gestão feitas por diferentes institutos, nos últimos meses e desde o ano passado, mostram algumas fotografias semelhantes. Nas consultas sobre intenções de voto, por exemplo, a corrida majoritária (Governo e Senado) indica preferência ampla e sólida por dois nomes, respectivamente: governador Eduardo Riedel e ex-governador Reinaldo Azambuja.
Ainda neste mesmo quesito, aparece no topo do ranking de opções para o eleitor o senador Nelsinho Trad. O leque de possibilidades inclui ainda, em posições intermediárias, a ministra Simone Tebet, o deputado estadual Gerson Claro e também o ex-candidato ao governo, Capitão Contar, derrotado por Riedel em 2022.
Em aprovação de governo e avaliação de desempenho (político ou de governo), o quadro não muda. O governo de Riedel tem mais de 70% de eleitores que aprovam e menos de 17% que desaprovam. Quase iguais foram os números de Azambuja ao deixar o governo, em 2022, com mais de 75% de respostas positivas dos sul-mato-grossenses.
Na política, que inclui prestígio pessoal, liderança e força eleitoral, não há como tirar de Reinaldo Azambuja o mais produtivo e vitorioso protagonismo nas urnas. Direta – elegendo-se e reelegendo-se governador com sobras – e indiretamente, liderando três campanhas municipais que deram ao PSDB o maior resultado eleitoral em todo o País, ele edificou uma base de sustentação popular das mais vigorosas e fiéis.
É com estas credenciais que ele desembarcará no PL, levando em sua companhia, inicialmente, 18 prefeitos. E vem chegando outra grande leva de gestores e lideranças municipais com o compromisso de seguir o comando, agora na direção dos interesses defendidos pelo PL no bloco de direita e centro-direita que se organiza para 2026.
As executivas estadual e nacional festejam o importante reforço. O presidente regional do PL, Tenente Portela, é uma peça determinante no fortalecimento da engrenagem partidária. Sua atuação entusiasmada nas etapas cumpridas para a filiação de Azambuja tem reconhecimento local e junto aos grandes próceres do Brasil. Ele fez um papel que motivou a militância e, especialmente, o líder maior da legenda, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Trata-se, portanto, de uma construção de ideias e vocações que, no âmbito das ações político-partidárias, explica a empolgada recepção ao ex-governador e seu exército de liderados. Eles, com Azambuja à frente, fizeram de Mato Grosso do Sul um parâmetro nacional de capacidade política e gerencial, intensificando no seio da sociedade valores como a credibilidade e a confiança, algo que não se vê facilmente no espinhoso e conflagrado território da vida pública.