“Inauguramos o rito da tramitação legislativa para consolidar um acordo histórico”, destaca o senador.

Com o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) na presidência e o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) na vice, a Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) aprovou nesta terça-feira (24/02), o Projeto de Decreto Legislativo que oficializa o acordo de livre comércio entre América do Sul e União Europeia (UE).
“Enfim, está inaugurado o rito processual que vai sacramentar uma iniciativa com mais de 25 anos de negociações entre os blocos econômicos”, exultou.

O Parlasul, composto por 10 senadores e 27 deputados federais, já encaminhou o texto aprovado para a análise e a votação na Câmara dos Deputados.
Depois, o projeto será submetido à votação no plenário do Senado Federal. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa examinará a matéria ainda nesta semana.
Nelsinho avalia que o acordo pode inaugurar uma nova fase de integração entre os blocos. Ele defendeu acompanhamento técnico ao longo da tramitação no Congresso.
“A oportunidade é positiva, porém precisamos mitigar eventuais problemas ao longo do processo. Criaremos um grupo de trabalho com técnicos e consultores no Senado e faremos audiências públicas para esclarecer as dúvidas e evitar prejuízos a quaisquer setores produtivos nacionais”, emendou o senador sul-mato-grossense.
Ele está confiante: “O texto foi aprovado sem ressalvas. Já remetemos o projeto ao presidente Hugo Mota, que indicou o relator”.
Apertar o passo
Para Nelsinho, a tramitação a partir de agora será ainda mais célere. “A gente precisa apertar o passo. Outros países do Mercosul estão à nossa frente. A Argentina já aprovou, o Uruguai está um pouco adiantado. E o Paraguai só não iniciou porque é recesso. Não podemos ficar para trás porque unilateralmente poderão entrar em vigor alguns pontos que regem o acordo”, alertou.
O senador comentou a decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou os tarifaços de Donald Trump, mas o presidente aplicou nova tarifa (de US$ 15), recorrendo a outro instrumento, criando dificuldades aos exportadores.
“Nós, brasileiros, temos que abrir oportunidades novas para compensar o prejuízo. Estamos fazendo isto, no sentido pragmático de entrega de resultados, dando chance para que o País possa fazer novas tabulações com diferentes países e continentes, como a Europa, com mais de 26 nações envolvidas”, analisou.
Confira um trecho da entrevista coletiva, onde o Senador Nelsinho Trad fala sobre os próximos passos.








