Sistema Famasul destaca a importância da produção responsável e da energia limpa no Brasil.


Em novembro de 2025, o Brasil sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP 30), um dos eventos mais significativos sobre mudanças climáticas, que ocorrerá em Belém, no Pará. Mato Grosso do Sul se prepara para participar ativamente das discussões, apresentando suas práticas de produção agropecuária sustentável.
Como parte dos preparativos, o Sistema Famasul esteve presente no Fórum Pré-COP, realizado na última segunda-feira (24/03) pela Embrapa Gado de Corte. O evento reuniu instituições públicas e privadas da cadeia produtiva da carne, além de especialistas em pecuária de corte, sustentabilidade, clima, mercado e políticas públicas, para debater os desafios e oportunidades do setor frente às mudanças climáticas.
“Temos a responsabilidade e a oportunidade de compartilhar nossas experiências e práticas bem-sucedidas, para que o setor não apenas contribua com as discussões globais, mas também reforce sua imagem no cenário internacional como um exemplo de produção responsável e sustentável”, afirmou Marcelo Bertoni, presidente do Sistema Famasul.
Durante a COP 30, serão abordados temas como a redução de emissões de gases de efeito estufa, financiamento climático, energia renovável, preservação de florestas e biodiversidade, além de justiça climática. Dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) indicam que 35% do território sul-mato-grossense é coberto por vegetação nativa preservada nas propriedades rurais. Iniciativas como o plantio direto, a recuperação de pastagens e sistemas integrados como a ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) demonstram que é possível produzir de forma ambientalmente responsável. A matriz energética do estado também se destaca, com mais de 92% de fontes renováveis, impulsionada pelas agroindústrias.
Por meio da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), o Sistema Famasul participou das últimas conferências globais sobre mudanças climáticas. Esse alinhamento institucional será fortalecido para o evento no Brasil, visando garantir um papel ainda mais relevante do setor nas discussões e negociações sobre o tema, sempre defendendo os interesses dos produtores rurais.
“O agro de Mato Grosso do Sul já faz a diferença na agenda ambiental, e a COP 30 é a oportunidade de reforçar esse protagonismo. Vamos mostrar que o Brasil pode ser uma potência na produção de alimentos e energia limpa, equilibrando desenvolvimento e preservação. O Sistema Famasul colabora com sindicatos rurais e a CNA em diversas representações em colegiados municipais, estaduais e federais, utilizando esses espaços, não apenas internacionais, para comunicar as boas práticas agropecuárias e de baixa emissão de carbono”, destacou Bertoni.
O papel do Senar/MS na sustentabilidade é fundamental. A COP 30 está diretamente relacionada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente ao ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima, que incentiva a adoção de medidas urgentes para combater as mudanças climáticas; ODS 7 – Energia Limpa e Acessível; ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis; e ODS 15 – Vida Terrestre.
Lucas Galvan, superintendente do Senar/MS, enfatiza que a entidade tem apoiado os produtores sul-mato-grossenses em sua jornada rumo à sustentabilidade, contribuindo significativamente para melhorar as condições de vida da população do estado, em consonância com os ODS da ONU. “Desde 2020, o Senar/MS tem se concentrado em capacitar nossos agricultores.