Política pública de fomento, ambiente de segurança e capacidade empreendedora são destacados por Riedel

Não poderia dar maior satisfação ao governador Eduardo Riedel (PP) os dados atualizados que chegaram às suas mãos e confirmaram o impressionante desempenho da economia estadual, particularmente no capítulo dedicado ao setor industrial. A área de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul, formada majoritariamente pelo eucalipto, cresceu 88% em uma década, superando 1,5 milhão de hectares em 2024.
Este é um dos números que, segundo Riedel, atestam fielmente o poder atrativo oferecido pelo Estado aos empreendedores. As condições que dão segurança para investimentos, as políticas públicas de fomento e a capacidade dos protagonistas da rede produtiva foram destacados por ele, ao considerar que tudo isso faz parte de um cenário consistente em que a inclusão social e econômica é combinada com a sustentabilidade.
Com 1,8 milhão de hectares de florestas plantadas, o Estado espera atingir 2,5 milhões de hectares até 2028, pontuando um aumento de 40% da sua base florestal. Mato Grosso do Sul tem a vice-liderança nacional em área de florestas plantadas, ficando atrás apenas de Minas Gerais. A projeção é que o estado consolide sua posição como um dos principais polos florestais do Brasil.
Indústrias como a Suzano, Arauco e Eldorado investem bilhões e fazem Mato Grosso do Sul firmar-se como um polo de megafábricas e um dos maiores produtores e exportadores de celulose do país. Quatro municípios (Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Água Clara e Brasilândia) estão entre os maiores produtores de eucalipto do Brasil. E o estado é o primeiro no ranking nacional de áreas com Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), além de liderar a geração de empregos no setor.
O panorama é dos mais favoráveis, apesar das dificuldades que a economia apresenta constantemente, avalia o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Ele destacou, no evento Bracell 2030 (2025), a força do Estado para contribuir com o desenvolvimento nacional, ao falar sobre o tema ‘O Brasil na Vanguarda do clima: da bioindústria à economia regenerativa’.

Realizado em São Paulo (SP), o evento foi promovido pela Bracell em parceria com o jornal Valor Econômico e a Editora Globo. Líderes empresariais, autoridades e especialistas discutiram ações concretas por um futuro mais sustentável. Verruck realçou a visibilidade internacional do segmento florestal. “É um ponto de referência relevante. A exportação de aproximadamente 92% da produção de celulose evidencia um elevado nível de interação com o mercado global”, salientou.
Desafios
Um dos desafios a serem solucionados, na opinião de Verruck, é a não aceitação, por parte do IPCC da ONU, de créditos de carbono gerados pelo eucalipto plantado. A justificativa é que a captura de carbono é temporária, pois a árvore será cortada. Ao realizar o balanço de carbono, o setor pode apresentar suas ações de preservação. Contudo, a captura de carbono na floresta não é reconhecida.
O setor vai apresentar na COP30 um documento que ressalta o protagonismo florestal na preservação, superando as barreiras existentes. Para os próximos anos, o secretário disse que o Estado deverá passar pelo que considera um crescimento que chamam de “biológico”. Segundo ele, a projeção envolve o desenvolvimento do cenário dos 2,5 milhões de hectares. “Este é o nosso projeto. Se consolidarmos a Bracell e a segunda planta da Eldorado, utilizaremos 2,5 milhões de hectares plantados. Essa é a nossa previsão: alcançar 2,5 milhões em três anos”.








