Pesquisa do DIEESE revela que o custo dos alimentos básicos em Campo Grande continua a pressionar o orçamento das famílias
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo DIEESE nesta quinta-feira (5), revela um cenário preocupante para os consumidores de Campo Grande. A pesquisa aponta que o custo dos alimentos básicos na capital sul-mato-grossense aumentou 14,47% entre novembro de 2023 e novembro de 2024, com uma variação anual de 10,72%.

O aumento do preço da cesta básica em Campo Grande foi impulsionado, principalmente, pela alta nos preços da carne bovina e do óleo de soja. A carne bovina registrou um aumento de 10,2% nos últimos 30 dias, sendo a maior alta entre as capitais brasileiras. O óleo de soja também apresentou um aumento expressivo, com uma variação de 39,81%.
Com a alta dos preços, a cesta básica em Campo Grande chegou a R$ 772,45, o que representa um gasto estimado de R$ 2.317,35 para uma família com quatro pessoas. Para arcar com esse custo, um trabalhador precisa dedicar 120 horas e 21 minutos de trabalho.
Embora a maioria dos alimentos tenha registrado alta nos preços, alguns produtos apresentaram queda. A banana, que vinha registrando altas consecutivas nos últimos meses, teve uma redução de 13,21% em novembro. O leite de caixinha também apresentou uma leve queda de 0,82%, enquanto o feijão teve uma redução de 3,39% no preço do quilo.
A alta nos preços dos alimentos básicos pressiona o orçamento das famílias e dificulta o acesso a uma alimentação saudável e nutritiva. A inflação dos alimentos é um dos principais desafios enfrentados pelos consumidores brasileiros, especialmente os mais vulneráveis.
A alta nos preços dos alimentos pode ser atribuída a diversos fatores, como a seca, a guerra na Ucrânia, a alta dos custos de produção e a desvalorização do real. Além disso, a pandemia da Covid-19 também impactou a cadeia produtiva de alimentos, causando desequilíbrios na oferta e demanda.