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Campo Grande, 30 de outubro de 2026

Com dose menor, preço da vacina contra aftosa continua alto

  • AGRONEGÓCIO
  • 12 de novembro, 2019
  • Destaque, Economia e Agronegócio, Geral
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Em novembro o Mato Grosso do Sul e outros estados estão novamente mobilizados para vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa. “É preciso ficar de olho no preço do produto no mercado”, alerta Jonatan Pereira Barbosa, presidente da Acrissul. Antes de tudo, é importante pesquisar, por que sondagens mostram grandes variações de preço do produto no varejo. Apesar da redução da dose – de 5 ml para 2 ml, a indústria veterinária tem na vacina seu segundo maior faturamento. Então, a época da vacinação é um dos períodos mais aguardados pelas revendedoras. Um filão que vai acabar, já que a vacinação será suspensa em todo o País, gradativamente, seguindo o Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

 

O presidente da Acrissul lembra que no ano passado a vacina (ainda de 5 ml a dose), em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, ficou em média entre R$ 1,15 e R$ 1,35 a dose. “Este ano a média de preços está girando em torno de R$ 1,15, já que a própria indústria, que fabrica em quantidade absurdamente maior que a demanda, irá enfrentar uma queda na mesma medida em que os estados vão sendo liberados de vacinar”, analisa o ruralista.

 

Mato Grosso do Sul tem sido vigilante na erradicação desta doença, que no passado já causou grandes prejuízos para a economia regional. Entretanto, o produtor sempre foi o grande patrocinador dessas campanhas, já que é ele quem desembolsa grandes quantias para adquirir a vacina no mercado, sem quaisquer subsídios públicos, embora a sociedade como um todo receba os créditos pelo bom desempenho dos pecuaristas.

 

O MS, que tem se mantido entre os três estados com melhor percentual de cobertura vacinal do País e é destaque em todo o País pela excelência do serviço oficial de defesa agropecuária, vem trabalhando com afinco na agenda do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, que prevê a retirada definitiva da vacinação até 2021. O programa está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa, em prol também da erradicação da doença na América do Sul.

 

No ano passado a justificativa para o alto preço da vacina foi a cotação do dólar. Este ano, pelas previsões do próprio setor, vai sobrar muita vacina – já que, segundo o Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal), serão produzidas 1 bilhão de doses, para uma demanda anual prevista de 330 milhões de doses, e em ritmo de queda até a extinção da obrigatoriedade geral da vacina, para 2023.

 

Se a conta deve ser feita em cima da lei da oferta e procura, obrigatoriamente o preço este ano deveria ter caído. Contra o pecuarista ainda tem a cotação da arroba do boi gordo, que andou praticamente de lado o ano inteiro.

 

“A Acrissul vai manter-se vigilante, cobrando dos Poderes Públicos uma fiscalização rigorosa sobre os preços praticados pelo mercado. Já que o setor continuará arcando com o ônus, pelo menos que seja por um preço justo”, finaliza Jonatan.

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