Prévia da inflação desacelera, BC eleva projeção para estouro da meta e investidores acompanham juros, petróleo e tensão no Oriente Médio. Dólar em queda mercado monitora cenário global.

O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira (25/06) em alta, refletindo a leitura de dados de inflação mais fracos no Brasil e nos Estados Unidos. Por volta das 10h10, o principal índice da bolsa brasileira avançava 0,76%, aos 171.796,27 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista operava em leve alta frente ao real, cotado a R$ 5,2066, com avanço de 0,09%. No exterior, porém, a moeda norte-americana mostrava fraqueza: o DXY, índice que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,02%, aos 101,588 pontos.
Por volta das 11h30 (de Brasília) o dólar estava em queda de 0,16% cotado em R$5,194 e a bolsa permanecia em alta desde a abertura marcando 1,13% com 172.434,48 pontos.
Inflação no radar do mercado
Entre os destaques do dia, o Relatório de Política Monetária divulgado pelo Banco Central chamou atenção ao elevar de 30% para 79% a probabilidade de estouro do teto da meta de inflação, hoje fixado em 4,5%.
Já a prévia da inflação de junho, medida pelo IPCA-15, desacelerou para 0,41%, após alta de 0,62% em maio. O resultado veio abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,44%. No acumulado em 12 meses, o indicador subiu para 4,80%, ante 4,64% no mês anterior.
Segundo o IBGE, o resultado foi o pior para um mês de junho desde 2022. Os principais impactos vieram dos grupos Alimentação e bebidas, Habitação e Saúde e cuidados pessoais.
Dados dos EUA influenciam ativos
Nos Estados Unidos, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve, o PCE, avançou 0,4% em maio, em linha com o mês anterior e abaixo da projeção de 0,5%. Em 12 meses, o índice acelerou para 4,1%, ante 3,8% em abril.
Após a divulgação, Treasuries e dólar perderam força, enquanto o pré-mercado em Wall Street passou a operar em alta. O mercado ainda aposta em uma nova elevação dos juros pelo Fed a partir de setembro de 2026.
O PIB norte-americano também trouxe novidade: na terceira leitura, a economia dos EUA cresceu 2,1% no primeiro trimestre, acima da estimativa anterior de 2,0%. A revisão foi sustentada principalmente por investimentos, exportações e gastos do governo.
Geopolítica e petróleo
No cenário internacional, seguem no radar as tensões envolvendo Líbano e Israel, com declarações do comandante da Força Quds da Guarda Revolucionária Iraniana indicando pressão para retirada das tropas israelenses do território libanês.
No mercado de commodities, o petróleo opera em baixa, mesmo com a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz. Às 10h10, o Brent recuava 0,42%, a US$ 73,56 o barril, enquanto o WTI caía 0,77%, a US$ 69,80.








