No dia anterior, o dólar fechou em queda de 0,38%, cotado a R$ 5,569. Ibovespa fechou o pregão em alta de 0,45%, aos 132,7 mil pontos.

O dólar operava em alta nesta quarta-feira (30/7), em um dia movimentado nas agendas econômicas doméstica e internacional, com o anúncio da taxa de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Dólar
Às 10h45, o dólar subia 0,5%, a R$ 5,598.
Mais cedo, às 9h13, a moeda norte-americana avançava 0,27% e era negociada a R$ 5,585.
Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,601. A mínima é de R$ 5,579.
No dia anterior, o dólar fechou em queda de 0,38%, cotado a R$ 5,569.
Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,49% no mês e perdas de 9,88% no ano frente ao real.
Às 13h (Brasília) o dólar comercial estava em alta de 0,99% cotado a R$5,624 e a Bovespa em queda de 0,24% – com 132.402,23.
Ibovespa
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), abriu o pregão em queda, mas passou a operar volátil durante a manhã.
Às 11h02, o indicador recuava 0,04%, aos 132,6 mil pontos.
Na véspera, o indicador fechou o pregão em alta de 0,45%, aos 132,7 mil pontos.
Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula baixa de 4,41% em julho e valorização de 10,34% em 2025.
Fed e Copom anunciam taxa de juros
“Superquarta” é o termo usado no mercado financeiro para o dia em que coincidem as divulgações das taxas básicas de juros no Brasil e nos EUA.
É o caso dessa quarta-feira, data na qual tanto o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) quanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o BC americano) anunciam o resultado de suas reuniões, que começaram na véspera.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.
Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.
Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é a de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
Em sua última reunião, em junho, o Copom anunciou o aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que passou a 15% ao ano – o maior valor em quase duas décadas.
A maioria das projeções do mercado financeiro para o Copom indica a manutenção do patamar atual da Selic.
Nos EUA, a tendência é que o Fed também não mude a taxa de juros da economia norte-americana na reunião desta semana, apesar das pressões públicas feitas pelo presidente Donald Trump, que vem cobrando a redução da taxa.
Em sua última reunião, em junho, o Fed anunciou a manutenção da taxa básica de juros no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano. A reunião foi a quarta consecutiva na qual a autoridade monetária norte-americana manteve inalterada a taxa de juros.
Antes das quatro últimas reuniões, o Fed tinha levado a cabo um ciclo de três quedas consecutivas dos juros nos EUA, que começou em setembro do ano passado – o primeiro corte em cinco anos.
Desde então, o BC norte-americano sempre deixou claro que era necessário manter a cautela e analisar cuidadosamente os indicadores econômicos para tomar suas decisões de política monetária.
Segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho, a inflação nos EUA ficou em 2,7% em junho, na base anual, ante 2,4% registrados em maio.
Na comparação mensal, o índice foi de 0,3%, ante 0,1% em maio.






