Enquanto o câmbio cai, o Ibovespa avança com cautela diante da atividade econômica e riscos globais.

O dólar comercial operava em queda frente ao real na manhã desta quinta-feira (16/10), acompanhando o movimento de desvalorização da moeda americana ante outras divisas no mercado internacional. No Brasil, investidores digerem a divulgação do IBC-Br e monitoram de perto as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.
Às 12h33 (horário de Brasília), o dólar à vista registrava queda de 0,40%, sendo comercializado por R$ 5,4326 na venda. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançava 0,16%, alcançando 142.828,83 pontos.
Às 13h15 o dólar operava em queda de 0,51% cotado em R$5,435 e o Ibovespa em alta de 0,07% em 142.703,88 pontos.
No cenário externo, o dólar mostrava recuo em relação a moedas fortes como o euro e a libra, bem como frente a divisas de economias emergentes como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.
O índice do dólar — que mede seu desempenho frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,18%, chegando a 98,492 pontos.
Atividade econômica e expectativas
O destaque local ficou por conta do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Em agosto, o índice subiu 0,4% em relação ao mês anterior, na série dessazonalizada — resultado inferior à expectativa de 0,6% projetada por economistas.
Na comparação com igual mês do ano anterior, o índice teve alta de apenas 0,1%, enquanto no acumulado em 12 meses registrou ganho de 3,2% (série não dessazonalizada).
Essa performance modesta reforça visões entre analistas de que a economia brasileira continua em fase de desaceleração. Apesar disso, o discurso de dirigentes do Banco Central segue cauteloso em relação à política monetária. Durante evento promovido pelo UBS BB em Washington, o diretor de
Política Monetária do BC, Nilton David, afirmou que a autarquia considera que a atual postura é mais restritiva que em ciclos anteriores, e que pretende mantê-la para observar os efeitos defasados no comportamento econômico.
Fatores externos e fluxo de capitais
Parte da análise do mercado aponta que a expectativa de cortes de juros nos EUA pode favorecer o fluxo de capital para países emergentes como o Brasil. Com isso, a manutenção da Selic em 15% ao ano torna o país relativamente atraente para investimentos externos.
Outra frente de atenção envolve negociações comerciais entre Brasil e EUA. Segundo matéria da B3, o encontro entre o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, está no radar dos investidores, especialmente para discutir tarifas extras aplicadas sobre produtos brasileiros exportados.








