Expectativa de corte nos juros dos EUA impulsiona moedas emergentes e enfraquece a divisa americana.

O dólar opera em queda, em linha com a desvalorização global da moeda americana. Às 10h30 (Brasília), o câmbio desvalorizava 0,85%, aos 5,49. Já a cotação do futuro para setembro caía 0,53%, aos R$ 5,55. Ao meio dia de Brasília, o Ibovespa subia 0,64% – marcando 133.291,16 pontos, enquanto o dólar estava em queda de 0,70% – cotado em R$5,505.
Para Diego Costa, gerente para o Norte e Nordeste do banco de câmbio B&T, a moeda oscila “diante da perspectiva de cortes de juros nos EUA, enquanto o real continua vulnerável também às incertezas internas”.
Operadores seguem em compasso de atenção para os rumos do juro americano. 87,5% dos investidores apostam num corte de 0,25 ponto na banda, para 4% e 4,25%, já na próxima reunião, em 17 de setembro. No mesmo momento, a moeda cedia também frente às divisas fortes, com o DXY recuando 0,5%. As taxas dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano cediam ao longo dos prazos de um a dez anos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/7/o/zK9b3MTYynV8rzg6rc9Q/99620713-ec-sao-paulo-sp-20-06-2022-b3-variacao-nas-acoes-da-petrobras-apos-a-petrolifera-in.jpg)
Ibovespa opera em alta
Com recuo no câmbio e nos juros futuros, o Ibovespa sobe firme na abertura dos negócios desta segunda-feira. Às 10h15, o índice avançava 0,89%, aos 133.613 pontos, depois de alcançar a máxima de 1,12%.
Após a queda de 6,85% nos papéis na última sexta-feira, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuperavam parte das perdas, avançando 2,4%. O recuo firme na semana passada foi reflexo de dados divulgados pelo Banco Central relativos a maio, indicando que os resultados do banco podem vir piores no segundo semestre. O setor financeiro também subia em bloco: Itaú (ITUB4) +1,06%; Bradesco (BBDC4) +1,78% e units do BTG (BPAC11) +0,64%.
O recuo do petróleo, que cedia 2,5% para as duas referências após a Opep informar aumento de produção para setembro, pressionava petrolíferas: preferenciais da Petrobras (PETR4) -0,4%; Prio (PRIO3) -0,83% e Brava (BRAV3) -0,46%.
Juros futuros operam em baixa, em linha com exterior
Os juros futuros operam em queda, acompanhando movimento do rendimento dos títulos americanos e do câmbio nesta segunda. Os dados fracos de emprego, divulgado na quinta,
ainda seguem fazendo preço. A maioria dos investidores já vê um corte na taxa de juro americano na próxima reunião do comitê de política monetária do Fed.
Às 10h40 (Brasília):
A taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 caía a 14,905% (ante 14,91% no fechamento de sexta-feira);
Para janeiro de 2027, a taxa ia a 14,18% (ante fechamento de 14,21%);
Para janeiro de 2029, a taxa recuava a 13,375% (ante fechamento de 13,46%);
Para janeiro de 2030, o DI desvaloriza a 13,49% (ante fechamento de 13,57%);
E, para janeiro de 2031, o DI opera em baixa, a 13,59% (ante fechamento de 13,69%).
Com o movimento, as empresas cíclicas subiam:
Renner (LREN3) +1,52%
Smartfit (SMFT3) +0,81%
Focus: previsão de inflação sofre revisão pela décima semana seguida
O Boletim Focus, que resume as expectativas do mercado para os indicadores, mostrou previsão levemente mais otimista para o IPCA de 2025. Agora, o mercado vê a inflação oficial em 5,07%, ante 5,09% na semana passada. É a décima semana seguida de revisão para baixo.
PIB e câmbio mantiveram as previsões anteriores: crescimento de 2,23% e câmbio em R$ 5,60. Já a Selic se manteve estável, em 15%.
Para 2026, o IPCA também sofreu ligeira revisão, de 4,44% para 4,43%. Já o PIB também sofreu leve releitura, de 1,89% para 1,88%. Câmbio e Selic se mantiveram iguais, em R$ 5,70 e 12,5%, respectivamente.






