Ações da bolsa de valores no Brasil estão em queda e o dólar sobe em meio a tensões comerciais globais. O dólar comercial está cotado agora (11h45 horário de Brasília) em R$5,78 com alta de 2,83% e o euro a R$6,37 com alta de 2,58%. A Ibovespa está em queda de 2,90%, Vale On em queda de 4,25%, Petrobras On em queda de 6,04% e Banco do Brasil em queda de 1,89%.

Nos últimos dias, os mercados financeiros brasileiros têm enfrentado intensa volatilidade devido às recentes políticas comerciais implementadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e às subsequentes medidas retaliatórias da China. Essas ações intensificaram as tensões comerciais globais, impactando diretamente o desempenho da Bolsa de Valores do Brasil (B3) e a cotação do dólar.
Impacto das tarifas nos mercados
Em 2 de abril de 2025, Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 10% sobre todas as importações para os EUA, com taxas mais elevadas para parceiros comerciais específicos, incluindo uma tarifa de 34% sobre produtos chineses. Em resposta, a China declarou, em 4 de abril, que aplicará tarifas recíprocas de 34% sobre todas as importações provenientes dos EUA a partir de 10 de abril.
Reações no Brasil
No Brasil, o Ibovespa, principal índice da B3, apresentou estabilidade em 3 de abril, fechando com uma leve queda de 0,04%, aos 131.140,65 pontos. Essa performance contrastou com as quedas significativas observadas nas bolsas norte-americanas, como o S&P 500, que registrou uma perda de 4,84% no mesmo dia.
No entanto, na manhã de hoje, 4 de abril, o cenário mudou. O Ibovespa abriu em queda de 2,24%, atingindo 128.204 pontos, refletindo o aumento da aversão ao risco por parte dos investidores diante da escalada na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Comportamento do dólar
A cotação do dólar também refletiu as turbulências no cenário internacional. Em 3 de abril, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 1,23%, cotado a R$ 5,629, a menor cotação desde outubro do ano anterior. Contudo, na manhã de hoje, a moeda norte-americana voltou a subir, registrando alta de 2,45% e sendo negociada a R$ 5,7668 às 10h36.
Perspectivas e Consequências
A intensificação das disputas comerciais entre EUA e China aumenta a incerteza nos mercados globais, afetando economias emergentes como o Brasil. Analistas alertam para o risco de uma recessão global, caso as tensões não sejam resolvidas.
O JPMorgan, por exemplo, elevou a probabilidade de uma recessão global de 40% para 60% após o anúncio das tarifas recíprocas. Diante desse cenário, investidores permanecem cautelosos, monitorando de perto os desdobramentos das políticas comerciais e suas possíveis implicações para a economia brasileira e mundial.