Por volta das 13h (de Brasília) o Dólar comercial estava em alta de 0,45% cotado em R$5,111 e o Ibovespa também em alta de 0,22% marcava 178.386,91 pontos.

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3, abriu o pregão desta terça-feira em alta. No mercado de câmbio, o dólar é negociado nesta terça-feira com leve variação positiva, a R$ 5,10, em sessão influenciada pela expectativa de novo corte da taxa básica de juros pelo Banco Central, que reúne hoje a amanhã o Copom (Comitê de Política Monetária), e pela temporada de balanços, com Itaú Unibanco e Grupo Pão de Açúcar entre os destaques do dia.
O que acontece
Dólar ronda estabilidade. Após abrir em leve baixa, a moeda americana passou ter pequena variação positiva, subindo 0,22% às 10h, cotada no comercial para a venda a R$ 5,099. Ontem, a divisa teve leve alta de 0,34.
“Como o Brasil é um importante exportador de petróleo, a queda severa no preço da commodity reduz a perspectiva de entrada de dólares no país, o que tende a pressionar o câmbio para cima”.(Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad)
Cautela predomina no mercado em véspera de anúncio de juros. O Banco Central reúne a partir de hoje o Copom (Comitê de Política Monetária) para definir a taxa básica Selic, em decisão que será anunciada ao fim do encontro, amanhã no começo da noite.
Com inflação mais baixa, mercado aposta em novo corte da Selic. Com a desaceleração recente dos índices de preços, a maior parte dos agentes do setor financeiro projeta redução da taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano. Se confirmada, será o quarto corte seguido.
“A melhora recente dos indicadores de inflação, o arrefecimento gradual da atividade econômica e a queda do petróleo abriram espaço para parte do mercado voltar a discutir um novo corte da Selic no próximo encontro. Ainda assim, o Banco Central deve manter um discurso cauteloso, reforçando que as próximas decisões continuarão dependentes da evolução dos dados econômicos”. (Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora).
Dados da indústria ajudam mercado a calibrar apostas nos juros. Segundo dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a produção industrial do Brasil em junho caiu 1,8% em junho. O recuo revelado pela PIM (Pesquisa Industrial Mensal) é o segundo consecutivo na comparação com o mês anterior. Com as duas quedas, a produção industrial acumula variação negativa de 2,7% no período, resultado que elimina parte do ganho de 4,4% verificado nos quatro primeiros meses deste ano.
“O dado mais fraco da indústria em junho corrobora nossa leitura de que a atividade econômica está em desaceleração, embora esse processo deva ocorrer de forma gradual. Entretanto, o mercado de trabalho que continua aquecido, o crescimento da renda e as medidas de estímulo promovidas pelo governo devem ajudar a sustentar a economia nos próximos trimestres”. (Claudia Moreno, economista do C6 Bank).
Com informações do Portal Uol







