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Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Corretor de seguros mantinha laboratório de óleo de maconha e venda de skunk

  • 28 de agosto, 2025
  • Cidades, Polícia
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Investigadores da SIG e Defron apreendem 6,1 kg de material, simulacros de arma e equipamentos. O suspeito vendia frascos a 800 reais sob a justificativa de ser óleo de canabidiol, porém sem qualidade comprovada.

A droga processada de forma artesanal era vendida como medicamento, como óleo de canabidiol, por R$800,00 o vidro.   (Foto: Polícia Civil)

Um corretor de seguros de 30 anos, identificado como Ediberto da Silva Menezes Filho, foi preso nesta quarta-feira (27/08) suspeito de manter um laboratório clandestino de extração de óleo de maconha em uma residência na Rua Martim Eberhart, no Parque Alvorada, em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande.

As investigações foram realizadas pelo Núcleo Regional de Inteligência (NRI) da Polícia Civil, em parceria com a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), que monitoravam o local há vários dias.

De acordo com o inquérito divulgado pelo SIG (Setor de Investigações Gerais), o suspeito produzia o óleo de forma artesanal e vendia cada frasco por cerca de R$ 800, apresentando o produto como “óleo de canabidiol” sem o devido controle de qualidade.

No imóvel, a polícia encontrou um quantitativo expressivo de material relacionado à droga: 30 frascos prontos, 33 frascos parcialmente preenchidos e 19 pacotes de skunk, totalizando aproximadamente 6,1 kg de substância.

Também foram apreendidos dois simulacros de pistola, munições, celulares e equipamentos utilizados na elaboração da substância líquida.

A perícia e a análise realizada pelos agentes apontaram que a técnica de extração empregada pelo suspeito elevava a concentração de THC (tetra-hidrocanabinol), princípio ativo psicoativo.

No imóvel, a polícia encontrou um quantitativo expressivo de material relacionado à droga: 30 frascos prontos, 33 frascos parcialmente preenchidos e 19 pacotes de skunk, totalizando aproximadamente 6,1 kg de substância. (Foto: Polícia Civil)

O delegado Lucas Albé Veppo, responsável pela investigação, explicou que o cannabidiol extraído de maneira correta não é considerado alucinógeno e pode ter aplicações medicinais.

Porém, ressaltou que o investigado não seguia as especificações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para dosagens e padrões de qualidade, tornando o produto potencialmente perigoso e impreciso para uso terapêutico.

“No caso do rapaz, ele utilizava técnica inadequada e mantinha concentrações altas de THC. Pessoas compravam pensando tratar doenças, mas o produto não era seguro nem autorizado”, comentou Veppo.

As apurações continuam para esclarecer a origem das substâncias, a cadeia de distribuição e possíveis envolvimentos de terceiros.

Frascos utilizados para embalar óleo de maconha, aparelhos celulares e tabletes da droga foram localizados em laboratório caseiro. (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

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