Com o impacto violento o idoso atropelado perdeu parte da língua e objetos ficaram espalhados pela via. Moradores cobram medidas de segurança na Vila Bandeirante.

Um idoso de 78 anos e um motociclista de 26 ficaram em estado gravíssimo após um atropelamento na manhã desta quinta-feira (04/12), no cruzamento das ruas Brilhante e Salim Maluf, na Vila Bandeirante, em Campo Grande. A esquina, segundo moradores, registra ocorrências frequentes e é considerada um ponto de alto risco.

Quando as equipes de socorro chegaram, encontraram um cenário de destruição no asfalto e na calçada. Boné, dentadura, corrente, relógio, lente de óculos, lanterna da motocicleta e marcas de sangue estavam espalhados pelo chão. Na calçada, uma viseira quebrada ao meio, uma bota e mais sangue evidenciavam a violência do impacto.
As primeiras informações apontam que o idoso atravessava a faixa de pedestres quando foi atingido pelo motociclista, que não possui CNH. Ainda não há confirmação sobre a velocidade da moto ou se o condutor trafegava pelo corredor de ônibus no momento da colisão. Imagens feitas de longe mostram o pedestre iniciando a travessia e, segundos depois, ambos caindo no asfalto.
O idoso foi encontrado quase em parada cardiorrespiratória e precisou ser entubado ainda no local. Ele perdeu parte da língua após morder durante o impacto. Já o motociclista sofreu ferimentos graves, com suspeita de hemorragia interna e traumatismo abdominal. As duas vítimas foram encaminhadas à Santa Casa e permanecem em estado gravíssimo.
Moradores relatam que evitam passar pelo cruzamento devido ao histórico de acidentes.
“Vive acontecendo acidente aqui. A gente até muda o caminho para não passar por essa esquina”, disse um residente. O trecho chegou a ser interditado para atendimento das vítimas, mas já foi liberado. A Polícia de Trânsito vai investigar a dinâmica da colisão.
Segundo o delegado Sam Suzumura, acidentes no local são recorrentes. Ele afirma que, mesmo com o semáforo aberto para os veículos, o pedestre tem preferência de passagem, mas ressalta que é necessário cuidado de ambas as partes. O delegado também destacou a necessidade de identificar possíveis falhas no fluxo e sincronização do sinal.
Moradores cobram redutores de velocidade e reforço na sinalização para evitar novas tragédias.






