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Campo Grande, 03 de setembro de 2026

Comissão de Anistia reconhece violação de direitos dos indígenas de MS

  • 2 de abril, 2024
  • Cidades, Geral
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Sessão histórica aprovou o pedido de anistia coletiva dos povos guarani-kaiowá, 

Em uma sessão histórica na terça-feira (2), a Comissão de Anistia finalmente reconheceu a violação dos direitos dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul durante a ditadura militar. Essa decisão representa um passo crucial na luta por justiça e reparação para os povos indígenas que sofreram perseguição, tortura e morte durante o regime autoritário.

Presidenta da Comissão, Enéa de Stutz e Almeida, pediu desculpas às comunidades krenak e guarani-kaiowá

A Comissão analisou o pedido de anistia coletiva dos povos guarani-kaiowá da comunidade Guyraroká em Caarapó e dos indígenas Krenak de Minas Gerais. O pedido foi feito pelo MPF em 2015 e se baseia em relatos de violações como confinamento territorial, perda de terras, assassinatos e tortura.

A Comissão Nacional da Verdade já havia reconhecido as violações, mas a decisão da Comissão de Anistia é um passo importante para a reparação.

É a primeira vez que o Estado brasileiro reconhece sua culpa na perseguição e morte de indígenas durante a ditadura. Abre caminho para a implementação de políticas públicas de reparação para os povos indígenas afetados. Fortalece a luta pela memória, verdade e justiça para os crimes cometidos durante o regime militar.

Lideranças indígenas comemoraram o reconhecimento e reivindicaram a implementação de medidas concretas de reparação, como a demarcação de terras e acesso à saúde e educação.

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou que a decisão é um “passo importante para memória e justiça”.

Nas redes sociais, a hashtag #AnistiaIndígena foi utilizada para amplificar a repercussão da decisão.

A ditadura militar brasileira (1964-1985) foi um período marcado por graves violações de direitos humanos, incluindo a perseguição e o extermínio de povos indígenas.

As políticas do regime visavam integrar os indígenas à sociedade majoritária, o que resultou em conflitos, remoções forçadas de terras e perda da cultura e identidade indígena. Estima-se que mais de 8.300 indígenas foram mortos durante a ditadura.

A Comissão de Anistia deverá recomendar medidas de reparação para os povos indígenas afetados. O governo brasileiro terá a responsabilidade de implementar essas medidas.

A sociedade civil deve continuar mobilizada para acompanhar o processo e cobrar justiça para os povos indígenas.

Essa decisão histórica representa um momento crucial na luta pela justiça e reparação dos crimes cometidos contra os povos indígenas durante a ditadura militar. É fundamental que o Estado brasileiro assuma a responsabilidade por suas ações e implemente medidas concretas para garantir os direitos dos povos indígenas.

Lembre-se: A luta pela memória, verdade e justiça ainda não acabou. É importante continuar acompanhando esse processo e cobrar que os responsáveis pelos crimes sejam punidos e que os direitos dos povos indígenas sejam respeitados.

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