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Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Pandemia contamina, fere e mata profissionais de saúde no Estado

  • 26 de junho, 2020
  • Cidades, Coluna 2, Destaque, Geral
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Até o meio da semana passada 570 profissionais da saúde tinham sido infectados pelo novo coronavírus em 10 municípios de Mato Grosso do Sul. Estavam recuperados 257 e 313 seguiam sob tratamento. Todos, de acordo com a SES (Secretaria Estadual de Saúde), estão afastados das funções. As contaminações são motivo de preocupação por comprometer o atendimento e pelo aumento das notificações da doença.

Os dados fazem parte do sistema Painel Mais da SES, que discrimina a infecção de covid-19 e detalha os 3.304 exames. Na tabela, somente em Campo Grande, foram 311 infectados, com 146 recuperados e 165 em tratamento. Entre os óbitos constam os da técnica de enfermagem Rosimeire Ajala (44), em Corumbá, e de Malory Melo (54), servidora administrativa de Dourados que estava cedida para a farmácia da Secretaria de Saúde.

Pelos dados da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), existe uma diferença no número de casos positivos em Campo Grande, contabilizados em 245. Na lista, profissionais das redes pública e privada: 59 médicos, 48 enfermeiros, 44 técnicos de enfermagem, além de fisioterapeutas, odontólogos, psicólogos, nutricionistas e farmacêuticos. Segundo assessoria, nem todos são “linha de frente” no combate à Covid, mas estavam em atividade em instituições de saúde.

O clínico geral Renato Figueiredo, que compõe a diretoria do Sinmed (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), diz que os hospitais estão sendo fiscalizados no cumprimento de medidas de biossegurança, mas também alerta que os profissionais devem denunciar irregularidades. “São os mais expostos à doença, é grupo de risco, falta de EPI hoje em dia é inadmissível, por exemplo”, explica Figueiredo.

REVERÊNCIA

Profissionais da saúde, amigos e parentes prestaram em frente à Santa Casa de Corumbá uma homenagem à técnica de enfermagem Rosimeire Ajala. Ela morreu na madrugada desta terça-feira (23), vítima de Covid-19. Rose trabalhava na maternidade e no CAPSI (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil). A técnica de enfermagem foi internada no dia 15 de junho, com o quadro já avançado do novo coronavírus, pois já havia feito dois testes com resultado negativo.

 

No dia 16 de junho foi confirmado dando positivo para o Covid-19, onde recebeu todos os cuidados médicos necessários. Rose possuía diabetes, hipertensão e obesidade Era servidora do município desde janeiro de 2014. Ao todo, são nove mortes por Covid-19 em Corumbá, sendo quatro contabilizadas para Bolívia e cinco para o município.

VULNERABILIDADE

Embora o grupo de risco (entre os quais os diabéticos, hipertensos, idosos e outros) abrigue as pessoas mais vulneráveis ao Covid-19 porque possuem baixa resistência imunológica, a pandemia pode ser fatal também para outras idades e até em quem não tenha doenças preexistentes.

Gian Carlos tinha apenas 29 anos: vida interrompida pelo vírus

No entanto, os grupos de risco são os que mais preocupam, pela velocidade e pelos danos causados pelo vírus. Em Corumbá, o coronavírus levou o jovem Gian Carlos Santana de Souza (29), que era diabético. Em Campo Grande, Eliana da Silva Oliveira (40) sofria de problemas renais e estava prestes a começar hemodiálise. Porém, a Covid-19 foi mais rápida e contaminou Eliana em uma roda de tereré.

Eliana da Silva Oliveira (40): ia iniciar as sessões de hemodiálise
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