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Campo Grande, 21 de outubro de 2026

Modalidade cresce no Brasil e ajuda no tratamento de doenças

  • EQUOTERAPIA
  • 30 de novembro, 2017
  • Cultura, Destaque, Esporte, Geral
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Desde a antiguidade, estudiosos comprovam os benefícios terapêuticos da interação com cavalos. Para algumas pessoas montar é uma terapia. Conviver com os animais traz inúmeros benefícios para tratamentos de deficiência física, intelectual e/ou social: diminui a ansiedade e estresse; sedentarismo; alívio da depressão; desenvolve aspectos de afetividade; autoconfiança; socialização e concentração.

 

Em 10 de Maio de 1989, o método chegou ao Brasil através da Associação Nacional de Equoterapia, responsável por estabelecer padrões para a prática dentro do país. Segundo a Associação, também conhecida como ANDE-Brasil, a equoterapia utiliza técnicas de equitação para reabilitar pessoas com deficiência ou necessidades especiais. A prática é terapêutica e educativa, pois os movimentos realizados pelo cavalo estimulam diferentes áreas do cérebro, incluindo o sistema nervoso, ativam a circulação sanguínea e fortalecem os músculos.

 

Segundo a Universidade de São Paulo, que desenvolve um projeto de equoterapia desde 2001, o tratamento promove a melhora física, psíquica, cognitiva e social. O projeto já foi realizado em pacientes com “paralisia cerebral, síndromes genéticas, microcefalia, traumatismo craneoencefálico, traumatismo raquimedular, acidente vascular encefálico, parkinson, deficiência visual, esquizofrenia, hiperatividade, entre outros”.

 

Uma questão extremamente importante para que a equoterapia atinja o objetivo desejado, é a escolha de um animal devidamente preparado para atender as necessidades do paciente. O gerente de produtos para Equinos da Guabi, Sigismundo Fassbender, explica qual o perfil do animal adequado para a prática. “Primeiramente, é muito importante escolher um cavalo de natureza dócil e que esteja acostumado a conviver com pessoas. Estar em dia com os programas de profilaxia (vacinas, vermífugos, etc), sempre com boa higiene para não transmitir doenças para as pessoas. Mas para que este animal seja capaz de realizar o tratamento equoterápico, ele precisa ser devidamente treinado para a prática e, acima de tudo, ter uma nutrição adequada para esta rotina”.

 

 

A nutrição adequada é uma das questões mais importantes a ser considerada. O equino que se alimenta proporcionalmente a quantidade de exercícios que realiza, diariamente, e de acordo com a fase de desenvolvimento em que se encontra é capaz de repor todos os nutrientes perdidos com o gasto energético e, consequentemente, terá um rendimento melhor.

 

“A má alimentação prejudica o crescimento e desenvolvimento dos equinos. Em muitos casos, o animal pode desenvolver doenças, entre elas: problemas ortopédicos, diarreias, cólicas e inflamação nas lâminas do casco”, ressalta a veterinária.

 

Tanto o excesso quanto a falta de determinados nutrientes podem trazer riscos para o animal, portanto, é muito importante ter o acompanhamento de um veterinário ou zootecnista. Somente um profissional conseguirá indicar a quantidade de alimento que deve ser ingerido pelo cavalo em função da atividade que ele desempenha.

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