Laço de couro, camisa longa, chapéu, calça jeans ou bombacha. Estes itens são indispensáveis para os esportistas que irão participar da final do Campeonato Sul-mato-grossense e o 4º Pré-Futurity de Laço Comprido nos dias 10 e 11 de junho, sábado e domingo, no Parque do Peão, em Campo Grande.
A modalidade esportiva nasceu da lida do homem campeiro, dos arreios e do manejo com o gado e, atualmente, reúne cerca de 4.500 laçadores cadastrados na Federação de Clubes de Laço de Mato Grosso do Sul.
No estado são realizadas mais de 60 competições durante o ano, o que movimenta o mercado de leilões do cavalo Quarto de Milha, hotelaria, comércio e gera vários postos de emprego.
O laçador José Osorio, 43, conta que começou a laçar aos 19 anos e tira a renda da família por meio do esporte. “Vivo do laço comprido e treino cavalos para a modalidade. Escolhi essa profissão porque achei bonito, trouxemos para a cidade a lida do campo. É um esporte que une a família e o ser humano”, afirma.
De acordo com o diretor financeiro do Núcleo Sul-mato-grossense de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (MSQM), Melchiades Albuquerque, as competições geram mais de 500 postos de trabalhos e envolve vários segmentos. Além disso, “a maior finalidade das vendas dos cavalos nos leilões é o esporte”, pontua.
O mercado de equinos avança 12% ao ano e tem faturamento de R$ 16 bilhões, segundo levantamento do IBGE. No ano passado, o mercado do cavalo Quarto de Milha apurou mais de R$ 238 milhões, somente em leilões apoiados pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM).
As provas do campeonato começarão às 8h dos dias 10 e 11 de junho, no Parque do Peão, na rodovia MS-010, em Campo Grande.






