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Campo Grande, 12 de setembro de 2026

Esquema do petista Paulo Bernardo agiu até em velório

  • CORRUPÇÃO
  • 2 de agosto, 2016
  • Geral
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A denúncia da Operação Custo Brasil aponta que, em janeiro de 2012, o Esquema Consist cooptou o então secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Valter Correia, em plena cerimônia de velório de um ex-assessor de alto escalão da gestão Paulo Bernardo. Na ocasião, era velado Duvanier Paiva, secretário de Recursos Humanos que assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a pasta e duas entidades para a contratação da Consist em 2010.

O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou o ex-ministro Paulo Bernardo, João Vaccari Neto, Pablo Kipersmit e mais 17 pessoas. O grupo é acusado de montar uma organização criminosa no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) entre os anos de 2009 e 2015, responsável por lavagem de dinheiro e o pagamento de propinas para o Partido dos Trabalhadores e diversos agentes públicos e privados, que superam os R$ 100 milhões. Valter Correia não foi denunciado pela Custo Brasil.

O sistema de pagamento de propina investigado na Custo Brasil envolveu a celebração do acordo. O esquema de propina funcionou até 2015 e custou cerca de 70% do faturamento líquido da empresa Consist, que criou software para a gestão dos empréstimos consignados de milhares de servidores do Poder Executivo Federal.

Operação

“Com a saída de Paulo Bernardo e, especialmente, com a morte de Duvanier Paiva (em 19 de janeiro de 2012), mostra-se necessário obter auxílio de novas pessoas para a manutenção do esquema, em especial para que o ACT fosse mantido”, aponta a denúncia.

“Valter Correia – secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão é cooptado pelo esquema. No próprio velório de Duvanier Paiva, o assunto é tratado pela primeira vez com Valter Correia, com a participação inclusive de Pablo Kipersmit (presidente da Consist no Brasil).”

Segundo a investigação. Pablo Kipersmit cuidava do contato direto com os “parceiros” da Consist e mantinha informado o presidente mundial da empresa. Os parceiros da Consist eram diversos lobistas e intermediários, que possuíam ‘vínculos importantes’ com funcionários do Planejamento.

Na denúncia, a força-tarefa da Custo Brasil sustenta que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto após a morte de Duvanier Paiva, questiona se Valter Correia poderia auxiliar na manutenção do esquema e as renovações do Acordo de Cooperação Técnica.

“Com a aceitação de Valter Correia, este indica a João Vaccari uma empresa o recebimento dos valores ilícitos: a empresa LARC – depois chamada JD2, de Dércio Guedes”, aponta a acusação.

Nega

“O ex-ministro Paulo Bernardo reitera que não participou ou teve qualquer ingerência na celebração ou manutenção do acordo de cooperação técnica celebrado autonomamente entre a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e as associações de Bancos e Previdência (ABBC e SINAPP). Também reitera que não se beneficiou de qualquer quantia da Consist, quer direta ou indiretamente. Por fim, espera e acredita que a Justiça reconhecerá a improcedência das acusações.” (O Estado de S. Paulo)

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