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Campo Grande, 14 de outubro de 2026

Alongar dívida com governo federal depende de taxas de juros melhores

  • 8 de março, 2016
  • Economia e Agronegócio
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O governador Reinaldo Azambuja declarou na tarde desta segunda-feira (7) que os estados querem discutir com a Presidente Dilma Roussef, taxas melhores de juros para conseguir efetuar o alongamento da dívida. Em Mato Grosso do Sul a medida irá auxiliar na ampliação dos investimentos no estado.

Reinaldo revelou que na reunião da última sexta-feira (4), em Brasília, o Governo Federal apresentou uma proposta aos governos dos estados de alongamento de 20 anos de algumas dívidas e de 10 anos para alongamento da dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“O problema é que se nós aceitarmos alongar, com os juros abusivos como estão, aumentamos o ônus ao Estado. Só para exemplificar: Mato Grosso do Sul emprestou R$ 1,8 bilhão em 1998, pagou R$ 8,5 bilhões até 2015 e ainda deve R$ 7,9 bilhões. É uma dívida praticamente impagável. Se aumentarmos o prazo para mais 20 anos com esse juro, quebramos o estado”, explicou.

O governador destacou que ele, assim como os demais gestores de oturos estados, pretende discutir com a presidente taxas melhores de juros para contrair o empréstimo com segurança. Reinaldo citou como alternativa a autorizaçãodo Ministério do Planejamento para alongar metade da dívida com o Banco Mundial.

“Eles querem alongar com mesma taxa de juros e isso é muito ruim para os estados. Por isso o governo de MS já tem autorização do Ministério do Planejamento de alongar metade dessa dívida e pagar para a União, emprestando com o Banco Mundial com juros de 4% ao ano. A taxa que a presidente nos apresentou totaliza 21% ao ano, ou seja, é cinco vezes mais cara que os juros de mercado estabelecidos pelos organismos internacionais. Queremos sim alongar a dívida para fazer investimentos, mas não com uma taxa extorsiva como a que nos foi apresentada”, finalizou o governador. (Assessoria)

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