Manifesto do senador eleito pontua que eleição não está ganha, mas reafirma convicção na vitória.
Otimista, porém cauteloso e motivador. Assim é o conteúdo de um manifesto que o ex-governador e senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) divulgou na quarta-feira (14/10), convocando o povo sul-mato-grossense para engajar-se na campanha do segundo turno em favor de Flávio Bolsonaro (PL).
O apelo de Azambuja vem repercutindo favoravelmente em todo o estado e um dia depois já se tornou um dos marcos das mobilizações na disputa presidencial.
Intitulado “Vamos pra eleição”, o manifesto pede aos apoiadores e à sociedade que não baixem a guarda, porque a eleição não está ganha, embora as pesquisas mostrem Flávio na liderança.
A mensagem é mais uma das ações da campanha que Azambuja vem liderando, juntamente com outras ações, como adesivagem. reuniões, caminhadas e visitas de caráter estratégico. Apesar de confiante, ele considera que esta disputa continua aberta e a vitória dependerá do empenho de cada eleitor até o último minuto nas urnas.
“Vocês viram, o PT está esperneando de todos os jeitos pra não perder a eleição. Estão mentindo, espalhando medo e usando a máquina pública com força total. Esse é o jogo deles. Por isso, não podemos ficar parados. O segundo turno é uma nova eleição, e nada está decidido”, exclama.
Eleito com a maior votação dada a um senador numa disputa pulverizada em Mato Grosso do Sul, ele construiu a base política e social de partidos e forças que reelegeu o governador Eduardo Riedel (PP) e deu a vitória aos candidatos conservadores no Estado.

Futuro em jogo
Para Azambuja, a disputa transcende a escolha entre dois nomes. “Mais do que a vitória do Flávio, o que está em jogo é o futuro do Brasil. Está na hora da mudança, de voltar a crescer, de combater o crime e o tráfico de drogas, de investir na saúde, avançar na educação e melhorar a vida das famílias que precisam de empregos e novas oportunidades”, argumenta.
Quando fala sobre drogas e segurança, a pauta tem endereço: Mato Grosso do Sul faz fronteira com a Bolívia e o Paraguai e convive com a atividade do crime organizado que opera instalado nas regiões de divisa com outros países.
Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno com 47% dos votos válidos, cerca de 56 milhões de votos, e lidera as pesquisas do segundo turno, com 55% a 45% no levantamento do instituto Gerp divulgado nesta terça (13/10) e 52% a 48% na última Datafolha.
Segundo Azambuja, é exatamente este conforto nas pesquisas que representa o maior risco da campanha: vantagem numérica não vence eleição, eleitor votante sim, alerta.
“A história recente das eleições no Brasil mostra que os turnos se decidem na mobilização, e não na expectativa”, reforça. “No dia 25 nós vamos decidir mais do que uma eleição: vamos decidir em qual país queremos viver. O futuro do Brasil estará na ponta dos nossos dedos. É preciso digitar 22 e confirmar pra nossa vida mudar”, concluiu o senador eleito, referindo-se ao número de Flávio Bolsonaro na urna eletrônica”.







