Para Riedel, a grande maioria nas urnas do 1º turno sinalizou a vontade popular para a disputa presidencial.
Como é de seu feitio, polidamente e sem dirigir palavras ofensivas aos adversários, o governador Eduardo Riedel (PP) terminou a campanha reeleito no primeiro turno com uma massacrante superioridade nas urnas.
Encarou humildemente a vitória e reconheceu méritos dos concorrentes, creditando os resultados aos avanços que sua estratégia de gestão vem assegurando ao Estado.Agora, além de cuidar das agendas governamentais, que foram mantidas durante todo o primeiro turno, o governador também faz a sua parte no segundo turno da sucessão presidencial.
Sua participação e a do senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) são consideradas fatores decisivos para o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Lula (PT), candidato à reeleição.
Mesmo com as primeiras pesquisas mostrando Flávio liderando as intenções de voto, os estrategistas e dirigentes partidários que fazem sua campanha reconhecem a importância de ampliar os índices de adesões e aumentar a distância do petista. Por isso, é determinante alimentar o peso eleitoral pró-Flávio nos estados.
Neste quesito, Riedel e Azambuja estão incluídos no círculo das lideranças que fazem a diferença à frente das campanhas de mobilização e recrutamento.
Força eleitoral
Riedel se reelegeu sendo o mais votado em todos os 79 municípios sul-mato-grossenses. Alcançou marca recorde na política regional: 67,07% dos votos válidos.
Mesmo numa disputa pulverizada por oito candidatos, o governador registrou números impressionantes. Em Paraíso das Águas, por exemplo, recebeu 82,38% dos votos válidos. Para completar, seu palanque fez as duas vagas do Senado (Azambuja e Capitão Contar), sete dos oito deputados federais e 20 dos 24 deputados estaduais.
À exceção da petista Camila Jara, a mais votada para a Câmara dos Deputados, os outros campeões das urnas são de partidos que apoiaram a reeleição do governador.
O líder das urnas para o Senado foi Azambuja, com 903.554 votos (ou 34,6% dos válidos). E o mais votado na corrida à Assembleia Legislativa foi o deputado Zé Teixeira (PL), escolhido por 54.080 eleitores, o equivalente a 3,82% dos votos válidos.
Segundo Riedel, a grande maioria obtida no primeiro turno pelas coligações que o reelegeram sinaliza uma tendência da vontade popular para a corrida presidencial no segundo turno.
“O importante é fazer da eleição em si uma forma de consolidação da democracia, do estado de direito. E as mudanças, como consequência da legítima vontade do povo, são fiadoras da estabilidade e da pacificação que desejamos”, concluiu.







