Vítima, de 71 anos, sofreu queimaduras de terceiro grau e morreu na chegada ao hospital em Campo Grande. A esposa foi presa por homicídio qualificado.

Geraldo Justino da Silva, de 71 anos, morreu na madrugada de sábado (03/10) após a esposa, de 63 anos, atear fogo no colchão onde ele dormia, na zona urbana de Santa Rita do Pardo, a cerca de 240 km de Campo Grande (MS). O caso foi registrado como homicídio qualificado pelo emprego de fogo e está sob investigação da Polícia Civil.
O crime ocorreu na residência do casal, localizada na Rua Reni Campos de Araújo, em Santa Rita do Rio Pardo. A vítima, identificada como Geraldo Justino da Silva, foi socorrida com queimaduras graves e transferida em vaga zero para um hospital em Campo Grande, mas morreu logo após dar entrada na unidade.
Discussão e bebida antecedem crime
De acordo com apurações preliminares, o casal teria passado parte do dia ingerindo bebida alcoólica juntos. Durante esse período, os dois iniciaram uma discussão, mas, segundo a versão da mulher, não houve agressão física. Após a briga, ambos teriam ido dormir.
Foi nesse momento que a suspeita colocou fogo no colchão onde o marido dormia. Após o início do incêndio, ela permaneceu sentada em uma cadeira, em estado de choque, enquanto familiares, incluindo irmão e sobrinho, ajudaram no socorro da vítima.
Vítima sofreu queimaduras de terceiro grau
Geraldo sofreu queimaduras de terceiro grau em várias partes do corpo e foi encaminhado às pressas para o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Santa Rita do Rio Pardo. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido em vaga zero para um hospital em Campo Grande.
A vítima morreu logo após dar entrada na segunda unidade de saúde. A suspeita também foi levada para atendimento médico devido a um corte profundo que apresentava na cabeça. No hospital, ela conversou com policiais e afirmou que não foi agredida pelo marido, tratando-se apenas de uma discussão.
Mulher nega intenção de matar
Em depoimento à equipe policial, a mulher afirmou que não tinha a intenção de matar ou ferir Geraldo. Apesar disso, o caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Santa Rita do Pardo como homicídio qualificado com emprego de fogo, o que agrava a pena prevista em lei.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do crime, incluindo a dinâmica exata do incêndio e os motivos que levaram a suspeita a cometer o ato. O inquérito deverá ser encaminhado ao Ministério Público para as providências cabíveis.






