O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) tem concentrado suas articulações políticas em duas frentes principais: garantir a eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República no segundo turno e assegurar que o PL comande a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) a partir de 2027.
Prioridade: eleição de Flávio Bolsonaro
Azambuja deixou claro que a prioridade neste momento é a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Primeiro, como presidente estadual do PL, é ajudar na eleição do Flávio como presidente do Brasil, depois vamos pensar no comando da Assembleia Legislativa. O mais importante agora é a eleição do Flávio no segundo turno, depois vamos discutir as outras eleições”, declarou o senador eleito.
Azambuja tem atuado diretamente para fortalecer a candidatura de Flávio em Mato Grosso do Sul. Em agosto, participou de reunião de alinhamento político com Flávio e Michelle Bolsonaro na sede nacional do partido, em Brasília, onde afirmou que “o partido está unido e forte para as eleições, com alianças que vão garantir a eleição de Flávio”. O ex-governador também estabeleceu publicamente a meta de que Mato Grosso do Sul entregue 70% dos votos válidos para Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Reunião em Brasília
Na reta final da campanha, Azambuja tem acompanhado de perto as articulações em Brasília. Hoje, quarta-feira (07/10), o governador reeleito Eduardo Riedel e Azambuja devem se encontrar com Flávio Bolsonaro na capital federal para discutir estratégias de apoio à candidatura no segundo turno.
Disputa pela presidência da Alems
Paralelamente à campanha presidencial, o PL trabalha para conquistar a presidência da Alems em 2027. A legenda, que terá nove deputados estaduais eleitos, precisa definir um candidato de consenso entre os parlamentares para disputar o comando da Casa.
Em entrevista, Azambuja apontou três nomes para a disputa: os deputados estaduais reeleitos Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Coronel David. O senador eleito reconhece, no entanto, que o partido precisará do apoio de outras bancadas para conquistar o comando do Legislativo estadual.
As negociações sobre a presidência da Alems, segundo Azambuja, ficarão para uma etapa posterior, após o segundo turno das eleições presidenciais. A estratégia do PL é primeiro consolidar a vitória de Flávio Bolsonaro e, em seguida, articular as alianças necessárias para garantir a presidência da Assembleia.
Alianças e fortalecimento do PL em MS
Para sustentar essas articulações, Azambuja tem trabalhado no fortalecimento do PL em Mato Grosso do Sul. A legenda filiou cinco deputados estaduais e passou a ter a maior bancada da Alems, alinhando o trabalho no estado com a direção nacional do partido, incluindo Flávio Bolsonaro, Valdemar Costa Neto e Rogério Marinho.
Em agosto, Azambuja oficializou uma ampla aliança de centro-direita em Mato Grosso do Sul, reunindo nove partidos, que apoia a reeleição de Riedel e homologou as candidaturas dele e do Capitão Contar ao Senado. Dois dias após esse ato, o ex-governador se reuniu com Flávio Bolsonaro em Brasília para apresentar o arco de alianças formado no estado.
A estratégia de Azambuja combina o fortalecimento do PL no âmbito estadual com a projeção nacional da legenda, usando a eleição presidencial como eixo central das articulações políticas em Mato Grosso do Sul.






