Maridão chega ao 5° mandato perdendo mais de 1/3 dos eleitores e com quase metade dos votos recebidos na Capital na eleição passada.
A reeleição na bacia das almas garantiu o quinto mandato de Lídio Lopes (Avante). A dificuldade com as urnas mostrou o que quase toda a Campo Grande sabe de cor e salteado: o fator negativo que representa a desastrosa gestão da esposa, Adriane Lopes (PP), aos cativos de sua legião.
Além de entrar na chamada “rabeira”, Lídio ainda amargou outros dissabores. Seu desempenho na Capital desabou. Em 2022 ele obteve 15.764 votos dos campo-grandenses e agora 7.575, uma queda de 48,05%.
No geral, com 20.801 votos nesta reeleição, o tombo também foi grande. Dos 32.412 eleitores que sufragaram o seu nome há quatro anos, 11.611 não quiseram manter a escolha em 2026, uma regressão de 35.82%.
Mais impactante ainda, e nada agradável, foi o esposo assistir às surras político eleitorais sofridas pela esposa. O PP, partido da prefeita, elegeu três deputados estaduais: Gerson Claro, Hélio Peluffo e Londres Machado. Os três pertencem ao mesmo partido, mas nenhum deles tem vínculo político com Adriane.
As candidaturas germinadas no ‘Adrianismo’ e que concorreram à Assembleia Legislativa também não avançaram. Uma das mais cotadas era a do seu ex-secretário de Governo, Marco Santullo (PP). Mais um que naufragou. Dos oito deputados federais, o único do PP é Dagoberto Nogueira, que conquistou sua reeleição a duras penas e sem o empurrão da poderosa e politicamente enfraquecida correligionária.
Urnas responderam
Os vexames não ficaram por aí. O casal progressista ainda teve que engolir outras respostas sintomáticas das urnas, como estão a demonstrar as candidaturas que não conseguiram mandato e foram melhor acolhidos pelos eleitores de Campo Grande. É o caso da vereadora Luiza Ribeiro (PT), uma das mais ardorosas opositoras da prefeita. Na Capital, Luiza teve 21.037 votos, quase três vezes mais que Lídio. No geral, ela também bateu o deputado, recebendo 25.474 votos contra os 7.575 dele.
Para completar o enredo da semana eleitoral dos Nogueira Lopes, o ‘marido candidato’ teve que encarar às vésperas do pleito, a detenção do seu assessor José de Souza, o Zé Bocão. Pego pela Polícia Militar em flagrante transportando R$ 127 mil em espécie na estrada para Iguatemi.
Bocão ofereceu R$ 5 mil aos policiais para que o liberassem e o deixassem continuar a viagem até Mundo Novo, município em que já foi vereador e era o destino do dinheiro. Acabou preso por tentativa de suborno e teve que pagar uma fiança de R$32 mil reais para sair do xilindró. Enquanto isso, seu patrão Lídio conseguia sua reeleição “na bacia das almas”, tendo a senhora sua esposa como principal cabo eleitoral. E escapou por pouco de ficar sem mandato no próximo ano.






