Logística hidroviária é um apelo poderoso para a estrutura da economia regional, assinala o candidato.

Jaime Verruck, candidato do Republicanos a deputado federal, é uma das vozes tecnicamente credenciadas para abordar as condições de evolução em uma pequena cidade, espremiada entre um rio, a morraria e na fronteira com a Bolívia. Esta cidade é Ladário, que nos últimos cinco anos vem experimentando um interessante processo de crescimento.
O processo é algo que Verruck já vislumbrava nos 11 anos que serviu Mato Grosso do Sul à frente da Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência Tecnologia e Inovação). O olhar de um economista e doutor em Desenvolvimento e Planejamento Territorial foi preciso, porque fez a leitura correta de cenários.
Em 2022, a população ladarense, segunddo o IBGE, era de 21.522 pessoas. Quatro anos depois a estimativa aponta 24.631 habitantes, um incremento populacional de 9,8%. Ladário registrou o maior crescimento proporcional de todo Mato Grosso do Sul, com uma alta expressiva em apenas um período anual.
Na quarta-feira, 02, Ladário fez 248 anos. Cidade histórica, às margens do Rio Paraguai, abriga uma base da Marinha, o VI Distrito Naval. Porto, mineração e serviços no coração do Pantanal compõem as ofertas estratégicas de uma economia que tende a se fortalecer por meio de outras opções, como o turismo e a rede de serviços.
Vocações
Para Verruck, a principal vocação de Ladário está na logística hidroviária e nos serviços. A pequena produção rural complementa essa base. Em 2024 foram plantados 25 hectares, com R$ 513 mil em valor da produção agrícola e o efetivo bovino soma 8,8 mil animais. Mandioca, tomate e banana lideraram o valor agrícola, segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM) e a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE.
“Em Ladário, o principal ativo produtivo está fora da lavoura: cadeia mineral, serviços urbanos, compras institucionais e terminais portuários”, observa Jaime Verruck. Ele chama a atenção para os ativos estruturantes do município. Cita a porta hidroviária, já que os locais conectam minério e outras cargas ao corredor do Rio Paraguai; a base urbana de serviços; o patrimônio naval, paisagem pantaneira, agricultura familiar e a proximidade com Corumbá ampliam as possibilidades de diversificação.






