Adrieli Rossoni dos Santos, de 34 anos, foi localizada pela mãe em uma edícula no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande. Ex-marido foi preso em flagrante após sair da residência com o filho do casal, de 3 anos.
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Adrieli Rossoni dos Santos, de 34 anos, foi encontrada morta pela própria mãe na tarde de sábado (29/08), em uma edícula na Rua Brasil Central, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande (MS). O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) como o 25º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul neste ano.
A vítima foi localizada deitada sobre o sofá, já sem sinais de vida, com marcas no pescoço. Informações iniciais apontaram a presença de uma corda ao redor do pescoço e a suspeita de morte por asfixia; posteriormente, a apuração indicou sinais de esganadura. A causa definitiva, no entanto, depende dos exames periciais e das conclusões do inquérito policial.
Familiares passaram a procurar Adrieli depois que ela não compareceu ao trabalho. A mãe recebeu a informação de que a filha teria sido levada à Santa Casa, mas não conseguiu confirmar a versão. Diante do desaparecimento, foi até a residência, entrou no imóvel e encontrou a filha morta.

Saída com o filho
Câmeras de segurança registraram Aparecido de Sousa Doirado, de 46 anos, ex-marido da vítima, deixando a casa por volta das 6h de sábado. Nas imagens, ele aparece com o filho do casal, de 3 anos, no colo, além de uma mochila e objetos pessoais, antes de entrar em um veículo.
Segundo a Polícia Civil, o menino foi localizado em segurança após as diligências e encaminhado para local protegido, sob os cuidados necessários. Familiares demonstraram preocupação com a possibilidade de a criança ter presenciado o crime, mas essa hipótese não havia sido confirmada oficialmente pela investigação até a última atualização.
Imagens da câmera de segurança mostram que após matar a companheira, Aparecido fugiu por volta das 6h07 da manhã de sábado, levando o filho de três anos. Ele foi preso horas depois, já na noite de sábado, pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher).

Suspeitas e investigação
Aparecido se apresentou à Polícia Civil após a localização do corpo e acabou preso em flagrante pela Deam, suspeito de feminicídio e pela fuga com a criança. A polícia mantém sob sigilo informações sobre a dinâmica do crime e outros elementos da investigação, para preservar a família e não comprometer o andamento do caso.
A principal linha investigativa é de que Adrieli tenha sido morta em um contexto de violência de gênero. Conforme relatos de familiares, o casal vivia uma relação marcada por separações e reconciliações havia cerca de quatro anos, e a vítima estava em processo de separação. A apuração também indicou que não havia medida protetiva vigente nem registros recentes de violência doméstica envolvendo o casal.
O caso reforça a escalada da violência contra mulheres em Mato Grosso do Sul. A confirmação do feminicídio faz de Adrieli a 25ª vítima do crime no Estado em 2026, número alcançado antes do fim de agosto.






