José Doná, Natalina Petrelini Doná, o engenheiro-agrônomo Sergio Doná e Ana Maria Doná Marques viajavam para Ariquemes (RO), onde participariam do casamento de um familiar. A colisão em cadeia, iniciada após a invasão da pista contrária por outro carro, também matou Valderlânio Daniel Santos, de 49 anos.

A tragédia registrada no domingo, 16 de agosto, na BR-163, em Bandeirantes — a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande — matou cinco pessoas, entre elas quatro integrantes da mesma família de Assis, no interior de São Paulo. O grupo seguia para Rondônia quando o Toyota Etios em que viajava foi atingido durante uma sequência de colisões envolvendo duas carretas e outros veículos, seguida de incêndio e explosões.
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Viagem para casamento terminou em tragédia
As vítimas da mesma família foram identificadas como José Doná, Natalina Petrelini Doná, Sergio Doná e Ana Maria Doná Marques. Eles saíram de Assis (SP) com destino a Ariquemes (RO), onde acompanhariam o casamento de um familiar — apontado como irmão de Sergio.
Sergio Doná era engenheiro-agrônomo, mestre em Agricultura Tropical e Subtropical e atuava na pesquisa agrícola pública em São Paulo. Ele havia dirigido a unidade regional da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) em Assis e participou de estudos relacionados a mandioca, fruticultura, soja, milho e cana-de-açúcar, voltados às necessidades de agricultores do Médio Paranapanema.
A Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC) divulgou nota de pesar pela morte do pesquisador e ressaltou a contribuição dele para a agricultura regional e para a transferência de conhecimento aos produtores rurais.
Quatro vítimas no Etios
A confirmação de que quatro pessoas viajavam no Toyota Etios ocorreu após os trabalhos de identificação no Instituto Médico Legal. Em razão da intensidade do incêndio e da explosão, inicialmente havia a informação de que o veículo transportava três vítimas. A análise posterior constatou que havia quatro corpos no automóvel da família Doná.
Com a identificação de José, Natalina, Sergio e Ana Maria, o total de mortos na ocorrência passou de quatro para cinco. Os corpos foram encaminhados ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) de Mato Grosso do Sul.

Sequência de colisões e explosão
A dinâmica ainda é investigada pela Polícia Civil, mas a apuração preliminar indica que um Chevrolet Onix preto, conduzido por Valderlânio Daniel Santos, teria invadido a faixa contrária da BR-163 e atingido uma carreta que seguia no sentido oposto. Imagens de uma câmera instalada em um dos caminhões registraram o momento em que o carro entra na contramão antes da batida.
Após a primeira colisão, a carreta que transportava couro perdeu o controle, atravessou a rodovia e bateu de frente contra um caminhão-tanque carregado com combustível. Os veículos pegaram fogo e houve explosões.
O Toyota Etios ocupado pela família Doná e outro carro vinham logo atrás do caminhão-tanque e acabaram atingidos ao entrarem na nuvem de fumaça formada na pista. As chamas ainda se espalharam pela vegetação nas margens da rodovia, e o Corpo de Bombeiros contou com apoio de equipes de propriedades rurais próximas no combate ao fogo.

Motorista do Onix também morreu
Valderlânio Daniel Santos, de 49 anos, motorista do Chevrolet Onix apontado na investigação preliminar como o veículo que invadiu a contramão, morreu no local. Natural de Tabuleiro do Norte (CE), ele trabalhava na Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) e deixa esposa e dois filhos, conforme relato de familiares.
A família de Valderlânio contesta a versão preliminar de que ele teria provocado o acidente. O irmão dele afirmou que busca mais informações sobre a dinâmica da colisão. A Polícia Civil, por sua vez, informou que apura as circunstâncias que levaram o Onix a entrar na pista oposta e ainda vai definir eventuais responsabilidades.
Investigação e feridos
O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. A investigação considera imagens, vestígios coletados pela perícia e relatos de testemunhas para reconstituir a sequência da tragédia.
Além das cinco mortes, ao menos seis pessoas ficaram feridas. Entre elas estão ocupantes de outro carro e o motorista da carreta que transportava couro. Parte dos sobreviventes recebeu atendimento inicial no interior e foi transferida para unidades hospitalares de Campo Grande.






