Natália Soares de Souza, de 20 anos, já havia relatado problemas no relacionamento e solicitado medida protetiva. O suspeito foi preso na rodoviária enquanto tentava deixar Minas Gerais.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/R/w/R0BAb3TOKChuklv9yqeA/design-sem-nome-5-.png)
A campo-grandense Natália Soares de Souza, de 20 anos, foi encontrada morta a facadas dentro da casa onde morava, no Bairro São Jorge, em Uberlândia (MG), na tarde de terça-feira (11/08). O principal suspeito do feminicídio é o companheiro dela, Ralf Ribeiro Balbueno, de 31 anos, preso pela Polícia Militar na rodoviária da cidade.
Segundo a PM, Ralf teria confessado o crime durante a madrugada e alegado aos policiais que atacou Natália por suspeitar de uma suposta traição. A Polícia Civil investiga o caso. O homem foi localizado antes de embarcar em um ônibus com destino a Mato Grosso do Sul.
Natália e Ralf eram moradores de Campo Grande e viviam no Bairro Jardim Veraneio antes de se mudarem para Uberlândia, há aproximadamente sete meses. A jovem trabalhava desde fevereiro na padaria de um supermercado próximo à residência do casal.
A ausência da jovem no trabalho chamou a atenção dos colegas. Natália havia folgado no domingo (09/08) e na segunda-feira (10/08), mas não compareceu ao serviço na terça, quando deveria retornar.
Como, segundo os funcionários, ela não costumava se atrasar, eles tentaram telefonar para a jovem e, sem conseguir contato, acionaram a Polícia Militar.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/w/C/7TrB4DSzmIK5rEFsw2rw/design-sem-nome-4-.png)
Os policiais foram até o imóvel e encontraram Natália caída no chão, já sem vida. A faca que teria sido usada no crime foi localizada dentro da residência e recolhida pela perícia. Conforme a imprensa de Uberlândia, a vítima sofreu múltiplos golpes, mas a quantidade exata de perfurações ainda depende de laudo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/x/9/MAQAOBRTqWycTzZ97UUg/whatsapp-image-2026-08-11-at-17.11.22.jpeg)
Histórico de violência
De acordo com informações divulgadas pela TV Integração e repercutidas pela imprensa sul-mato-grossense, Natália já havia se separado do companheiro por causa de problemas no relacionamento e solicitado uma medida protetiva de urgência. Os dois, entretanto, reataram posteriormente.
Durante o atendimento da ocorrência, também foi identificado um boletim registrado em maio por uma suposta agressão de Ralf contra Natália.
Em Uberlândia, vizinhos relataram que a convivência do casal era marcada por instabilidade e brigas frequentes. A Polícia Militar ainda informou que havia registros anteriores de violência doméstica envolvendo o suspeito e a própria vítima.
Esse histórico indica que o assassinato foi precedido por situações de violência e conflitos no relacionamento, que já haviam levado Natália a buscar proteção judicial.
Prisão na rodoviária
Após o crime, Ralf teria procurado uma tia e contado que havia matado Natália. A familiar acionou a polícia e informou que ele pretendia retornar para Campo Grande. Com a informação, os militares passaram a monitorar as principais rotas de saída de Uberlândia.
O suspeito foi encontrado no terminal rodoviário, onde já havia comprado uma passagem. Segundo a PM, ele não resistiu à prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça.
As circunstâncias do crime, o histórico de agressões e a eventual conversão da prisão em flagrante serão analisados no decorrer da investigação e do processo judicial.








