Entre tantos “mais dos mesmos”, salvam-se poucos
Ah, educação! Ah, conhecimento! Ah, quantas interjeições serão necessárias para exaltar a presença de valores e sentimentos ausentes ou inexistentes nestas searas de disputas político-eleitorais e ideológicas.
A inteligência e a sabedoria, que equivocadamente muitos confundem com erudição ou domínio da língua, números, fórmulas e conhecimentos gerais, estão acima do intelecto escolar, residem no pulsar de um ser minúsculo e humilde, e por isto gigantesco, chamado sensatez.
Com a sensatez descobre-se que é possível ser educado, sem que haja necessidade de diploma universitário. Com a sensatez, aprende-se e ensina-se que só se conhece a si mesmo quando se tem a coragem de autocriticar-se sem autocondescendência, sendo rigoroso consigo e com seus vacilos.
O sensato é humilde e para não falar besteira, opta pelo silêncio e para ouvir de quem sabe aquilo que precisa saber.
Na política que não ensina e que vale pouco ou nada, não se sabe o que é pior, não saber ou fingir que sabe. Então, diante disto, e caso sensatez houvesse, muitos candidatos cultos, mas sem sabedoria, seriam reprovados tacitamente pelas urnas. E o que não falta é candidato sem bom-senso, sem sensatez, porque não tem como construir uma ideia ou ajustar a seu modo uma boa ideia que encontrou no caminho.
Felizmente, há exceções. Elas confirmam a regra e socorrem quem está procurando razões e soluções para votar em alguém capaz de mostrar que está minimamente preparado para pedir o voto e honrá-lo. Nesses dias, dois homens, duas gerações, deram aos sul-mato-grossenses uma amostra vigorosa do quão importante é usar a sensatez para alcançar a tal sabedoria, de comportamento e dos livros.
O jovem Carlos Eduardo, de 18 anos, usou o que aprendeu em aulas do Senac para localizar uma grave e quase imperceptível falha nos sistemas da agência espacial norte-americana, a Nasa. Ele identificou e diagnosticou a falha, e comunicou a agência. Ganhou um reconhecimento pelo governo dos EUA, via Nasa.
Seu feito foi exaltado por diversas autoridades, entre elas um candidato a deputado federal, Jaime Elias Verruck, exatamente o economista que desenvolveu o”Voucher Desenvolvedor”, o programa onde se formou o jovem Carlos Eduardo.
Um estudante e um economista. Dois seres humanos sensatos. Sábios na quadratura de conhecimentos e responsabilidades que ocupam.
Um vai abrir caminhos e oportunidades credenciado pelo reconhecimento global conferido pela Nasa.
Outro vai submeter-se ao teste das urnas para, se for aprovado, enriquecer de bom-senso e qualidade essa tal de política, que existe para melhorar a sociedade em que vivemos.

