Grupo era procurado por suspeita de envolvimento na morte de um policial na Bolívia e estava escondido havia uma semana após fugir de avião interceptado pela FAB.

O boliviano José Mariano Paes, apontado pelas forças de segurança como um dos narcotraficantes mais procurados do país vizinho, e outros três suspeitos morreram em confronto com equipes do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais) na tarde desta sexta-feira (07/08), em uma área de mata próxima ao Rio Coxim, na zona rural de São Gabriel do Oeste, a cerca de 137 quilômetros de Campo Grande.
Os quatro eram procurados desde 31 de julho, quando um policial das forças especiais da Bolívia foi morto durante uma emboscada. Segundo as autoridades, os suspeitos teriam fugido do país em uma aeronave que acabou interceptada pela Força Aérea Brasileira (FAB) em Mato Grosso do Sul.
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Aeronave foi interceptada pela FAB
Conforme as informações divulgadas pela Polícia Militar, o Grupo Especial de Fronteira (GEFRON), da Polícia Militar de Mato Grosso, repassou às autoridades brasileiras dados sobre uma aeronave considerada suspeita, que havia deixado a Bolívia com destino a São Paulo.
O avião foi localizado sobrevoando a região do Pantanal. A FAB foi acionada para realizar a interceptação e determinou que o piloto pousasse.
Ainda segundo a polícia, o piloto não teria obedecido às ordens inicialmente, mas acabou pousando em uma propriedade rural de São Gabriel do Oeste.
Após a aterrissagem, os quatro ocupantes abandonaram a aeronave e fugiram para uma área de mata. Desde então, equipes de segurança mantinham buscas e um cerco na região.
Sete dias de buscas
As operações mobilizaram policiais do BOPE, do Grupamento Aéreo da Polícia Militar, da Força Tática do 5º Batalhão, do policiamento rural e da 12ª Companhia Independente da PM.
Durante sete dias, os militares fizeram buscas em áreas de vegetação fechada e mantiveram o monitoramento de possíveis rotas de fuga. A polícia acredita que os suspeitos tenham permanecido nas proximidades do Rio Coxim para obter água e alimentos, além de usar a mata como abrigo e esconderijo.
A região de mata fechada dificultou o trabalho das equipes. Segundo informações divulgadas nas primeiras horas após o confronto, os homens teriam percorrido uma área extensa durante a fuga, mas a distância exata ainda não foi confirmada oficialmente pela Polícia Militar.
Confronto aconteceu perto do Rio Coxim
Na tarde de sexta-feira, uma equipe do BOPE localizou os suspeitos em uma área de mata próxima ao rio. Conforme o relato da corporação, os policiais foram recebidos com disparos de fuzil.
Houve troca de tiros e os quatro homens foram atingidos. Eles chegaram a ser socorridos e encaminhados para atendimento médico em São Gabriel do Oeste, mas não resistiram aos ferimentos. As mortes foram constatadas no município.
Nenhum policial ficou ferido durante a ação. Até o momento, José Mariano Paes era o único dos quatro mortos oficialmente identificado. Os nomes dos outros três suspeitos ainda não haviam sido divulgados.
Quem era José Mariano Paes
José Mariano Paes era apontado pelas forças de segurança como um conhecido traficante boliviano e um dos criminosos mais procurados da Bolívia. A polícia investiga a participação dele e dos demais homens na emboscada que terminou com a morte de um agente das forças especiais bolivianas em 31 de julho.
A confirmação da identidade dos outros três mortos depende de procedimentos oficiais, como análise documental e exames periciais. Até a divulgação dessas informações, não havia confirmação pública sobre a função de cada um no grupo.
Polícia procura outros envolvidos
Mesmo após a morte dos quatro suspeitos, as equipes permanecem na região de São Gabriel do Oeste. O objetivo é localizar armas, documentos, equipamentos e outros vestígios que possam ajudar a esclarecer a fuga e identificar possíveis integrantes da organização criminosa.
A polícia também apura se outras pessoas deram apoio ao grupo durante os sete dias em que os homens permaneceram escondidos, incluindo eventual fornecimento de alimentos, água, transporte ou informações sobre a movimentação das equipes.
A aeronave utilizada na fuga também deverá ser periciada. A investigação deve reunir informações da Polícia Militar, da FAB, das forças de segurança bolivianas e de outros órgãos envolvidos na interceptação e nas buscas.








