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Campo Grande, 29 de setembro de 2026

Alerta Amber mobiliza país para localizar bebê desaparecida em Campo Grande

  • 8 de agosto, 2026
  • Polícia, Violência contra criança
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Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 28 dias, não é vista desde o meio-dia de quinta-feira. A Polícia Civil investiga suspeita de sequestro e versões conflitantes.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública acionou o Alerta Amber Brasil para ajudar a localizar Ayla Emanuelly Pereira de Souza, recém-nascida de 28 dias desaparecida em Campo Grande. A bebê foi vista pela última vez por volta do meio-dia de quinta-feira (6), na Rua Francisco Aguiar Pimenta, no Jardim Monumento.

O caso é investigado pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), que apura a suspeita de sequestro e tenta esclarecer o que aconteceu com a criança. Até as últimas informações divulgadas, Ayla ainda não havia sido localizada.

Ayla Emanuelly Pereira de Souza, bebê recém-nascida de 28 dias, desapareceu em Campo Grande na quinta-feira. Informações sobre a bebê acionar   a PM no 190  ou a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul: (67) 3323-2508.

Alerta foi divulgado nas redes sociais
O alerta nacional contém a foto e dados básicos da recém-nascida. Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, Ayla tem cabelos castanho-escuros e curtos.

O Alerta Amber é destinado a casos de crianças e adolescentes desaparecidos que estejam sob risco iminente de morte ou lesão corporal. A ferramenta permite que cartazes sejam exibidos nos feeds do Facebook e do Instagram para usuários que estejam em um raio de até 160 quilômetros do local do desaparecimento. A divulgação ocorre, preferencialmente, nas primeiras 24 horas e o aviso pode permanecer ativo por até um dia.

Informações sobre o paradeiro da bebê podem ser comunicadas imediatamente pelo telefone 190 ou pelo número (67) 3323-2508, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A orientação é não tentar abordar ou confrontar possíveis suspeitos, mas repassar os dados diretamente às autoridades.

Mãe teria sido atraída por promessa de trabalho
Conforme o boletim de ocorrência e informações divulgadas pelo g1, a mãe de Ayla, de 17 anos, conheceu uma mulher por meio de um grupo de venda de roupas para crianças. A suspeita teria oferecido R$ 100 para que a adolescente cuidasse de uma criança de aproximadamente seis meses.

A jovem teria aceitado a proposta e ido até o endereço indicado na quinta-feira, acompanhada da irmã, também adolescente, levando Ayla. Segundo o relato inicial, o transporte até o imóvel teria sido feito em um carro de aplicativo pago pela mulher.

Ao chegar ao local, a adolescente teria recebido um copo de água. Ela afirmou à polícia que não dormiu depois de beber, mas que a irmã adormeceu e só acordou por volta das 20h.

Ainda de acordo com a versão apresentada inicialmente, a mãe da bebê teria sido ameaçada e obrigada a entregar a filha. A adolescente disse que havia cerca de dez homens na residência, além da mulher que havia feito o convite. As duas teriam sido libertadas por volta da 1h de sexta-feira (07/08), sem a recém-nascida. O celular da mãe também teria sido levado.

Família relata cárcere e abandono
Familiares afirmam que a mulher teria se aproximado da adolescente ainda durante a gravidez. Segundo uma cunhada do pai da bebê, o contato começou por meio de grupos na internet, com ofertas de roupas, carrinho e até um ensaio fotográfico para a recém-nascida.

A mulher também teria visitado a casa da adolescente para entregar roupas. Posteriormente, teria oferecido a diária de R$ 100 para que a jovem cuidasse da filha dela e informado que Ayla poderia acompanhá-la.

A família sustenta que, depois de chegarem ao imóvel, as duas adolescentes foram dopadas ou imobilizadas. Uma delas teria sido trancada em um banheiro e a outra, em um quarto com a bebê. Mais tarde, as duas teriam sido deixadas em uma área próxima à Avenida Guaicurus, nas imediações da UPA Universitário, sem Ayla.

Descrição da suspeita
A suspeita foi descrita por familiares como uma mulher loira, de cabelos lisos e compridos, porte físico forte e idade aparente entre 30 e 32 anos.
Uma das adolescentes teria conseguido observar características do imóvel, que contaria com um portão marrom e ficaria próximo à unidade de saúde. Essas informações, no entanto, fazem parte do relato da família e ainda não foram confirmadas oficialmente pela polícia.

Investigações apontam versões diferentes
Durante os depoimentos na Depca, as versões apresentadas pelas adolescentes teriam mudado. Informações divulgadas por veículos locais apontam que elas teriam admitido posteriormente que o sequestro não ocorreu da forma relatada inicialmente e que Ayla poderia ter sido entregue a uma terceira pessoa.

Uma das linhas investigadas pela Polícia Civil é a possibilidade de a recém-nascida ter sido entregue para quitar uma dívida atribuída ao pai com uma facção criminosa. Essa hipótese foi divulgada na imprensa da Capital, mas não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

A família contesta essa versão. Em depoimento, o pai de Ayla teria negado ser integrante de facção e afirmou estar preocupado tanto com a filha quanto com a própria segurança. Segundo uma cunhada dele, teria havido uma interpretação equivocada das informações: a dívida seria atribuída ao companheiro da mulher apontada pela família, e não ao pai da bebê.

Com os relatos conflitantes, a Polícia Civil trabalha para reconstruir a sequência dos acontecimentos, identificar a mulher que teria atraído a adolescente e verificar se houve participação de outras pessoas. Também são apuradas as circunstâncias em que Ayla desapareceu e a possibilidade de ela ter sido entregue ou levada para outro local.

Mãe faz apelo pela filha
A mãe permaneceu por aproximadamente 15 horas na Depca prestando esclarecimentos e foi liberada na noite de sexta-feira. Em declaração divulgada pelo Campo Grande News, a adolescente afirmou acreditar que a filha está próxima e pediu ajuda para encontrá-la.

A família também pede que moradores comuniquem qualquer movimentação suspeita envolvendo uma mulher que tenha aparecido recentemente com uma recém-nascida. A orientação é evitar a divulgação de boatos ou acusações em redes sociais e encaminhar informações diretamente à polícia.

Ministério da Justiça emite alerta após bebê de 28 dias desaparecer em MS

Como ajudar
Quem tiver informações que possam contribuir para a localização de Ayla deve entrar em contato imediatamente com:

-Polícia Militar: 190.

-Polícia Civil de Mato Grosso do Sul: (67) 3323-2508.

A bebê se chama Ayla Emanuelly Pereira de Souza, tem 28 dias, cabelos castanho-escuros e curtos e foi vista pela última vez na Rua Francisco Aguiar Pimenta, em Campo Grande, por volta do meio-dia de quinta-feira (06/08).

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