Ex-secretário considera que o município soube conjugar suas próprias vocações com novos investimentos.

Desde 2021, quando o Grupo Suzano iniciou a construção de sua indústria de celulose – uma das maiores do mundo, Ribas do Rio Pardo vem experimentando acelerado crescimento em vários aspectos.
Na base desta evolução, além das vocações e das capacidades locais, alinham-se as políticas públicas do governo estadual, o empreendedorismo de visão privilegiada e a consciência do povo rio-pardense sobre as possibilidades regionais de desenvolvimento.
No capítulo das políticas públicas, alguns protagonismos fizeram a diferença, entre os quais os programas de fomento e atração de indústria liderados pelos governadores Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel.
Nos dois governos, os processos que alimentaram os interesses das grandes indústrias foram conduzidos pela Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), tendo à frente o secretário Jaime Verruck.

Bom modelo
Economista e doutor em Desenvolvimento, Verruck já antevia na época que aquele município seria exemplo de uma intensa transformação econômica. Entusiasta do potencial de Ribas do Rio Pardo, vibrou com a implantação da fábrica, que alterou as escalas da produção, do emprego, das exportações e também das demandas por infraestrutura, moradia, comércio e serviços. “De uma base fortemente pecuária e florestal para polo industrial e exportador de celulose, sem ignorar o desafio de ampliar as oportunidades locais e abrir espaço para outras atividades, como a citricultura, isto compõe um bom modelo de desenvolvimento”, afirma.
Só o salto populacional com a instalação da fábrica adicionou à cidade cerca de 10 mil trabalhadores temporários (a população flutuante durante o pico das obras).
A população fixa registrada pelo IBGE saltou de 20,9 mil habitantes para mais de 23 mil. Em 2023, o Produto Interno Bruto (PIB) municipal foi de R$ 3,353 bilhões, 11ª maior economia de Mato Grosso do Sul, e o município, nas exportações, foi responsável por 11,72% em 2025.
É o 2º maior exportador do estado e a celulose passou a conectar diretamente a economia local aos mercados internacionais.
Diversificação
Verruck destaca que a integração lavoura-pecuária-floresta, como modelo adequado para combinar o rebanho bovino, a tradição florestal e a ampliação das lavouras foi uma agenda anterior ao projeto de implantação da fábrica. “Isso é importante porque mostra que o município já possuía disponibilidade territorial, base florestal, fornecedores, experiência produtiva e políticas voltadas à diversificação e à agregação de valor.”

Nessa fase, o caminho foi sendo preparado para diversificar ainda mais. Este ano, o município já contabilizava mais de 460 mil hectares de florestas plantadas e a citricultura já ganhando cada vez mais espaço.
A diversificação reduz riscos, amplia o mercado de trabalho e aproveita áreas de pastagem com baixa produtividade. O maior projeto citrícola do estado em implantação no município prevê mais de 5 mil hectares de laranja industrial, investimento superior a R$ 1 bilhão e potencial de aproximadamente 950 empregos na fase de maior demanda.
“A atração do investimento foi apenas um início. A agenda pública precisa continuar organizando os efeitos econômicos e sociais da nova escala municipal”, sugere Verruck, que recentemente visitou uma área destinada à produção de laranja em Ribas do Rio Pardo.
“ É Mato Grosso do Sul com diversificação da base produtiva, uma nova cultura entrando e avançando, gerando emprego e diversificação econômica. É assim que a economia se desenvolve”, conclui Verruck, pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.






