O vencedor enfrentará França ou Marrocos na semifinal.
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As quartas de final da Copa do Mundo seguem nesta sexta-feira (10/07) com mais um jogo em disputa. A Espanha, de Lamine Yamal, enfrenta a Bélgica em Los Angeles por uma vaga na semifinal, em um duelo que coloca frente a frente duas seleções que estão em crescente no torneio.
Confira horário e onde assistir ao jogo desta sexta-feira:
15h (de MS) – Espanha x Bélgica
Onde assistir: TV Globo, sportv, ge tv, Globoplay, ge.globo, SBT, NSports e CazéTV
Vale vaga na semifinal
Espanha e Bélgica se enfrentam às 15h (horário de MS), no estádio de Inglewood, na região de Los Angeles, nos Estados Unidos. O vencedor enfrentará França ou Marrocos na semifinal.
A Espanha chega embalada após quatro vitórias e um empate. Depois de estrear sem gols contra Cabo Verde, a Fúria venceu Arábia Saudita (4 a 0) e Uruguai (1 a 0) para terminar na liderança do Grupo H. No mata-mata, eliminou a Áustria com um triunfo por 3 a 0 e superou Portugal por 1 a 0, com gol de Mikel Merino nos minutos finais.
A Bélgica também terminou a fase de grupos na liderança, mas teve um caminho mais turbulento.
Após empatar com Egito e Irã nas duas primeiras rodadas, goleou a Nova Zelândia por 5 a 1 para assegurar a primeira colocação do Grupo G. Nos 16 avos de final, protagonizou uma reação histórica diante de Senegal.
A equipe perdia por 2 a 0 até os 41 minutos do segundo tempo, mas conseguiu o empate e virou na prorrogação. Nas oitavas, derrotou os Estados Unidos por 4 a 1 em uma partida marcada pela polêmica envolvendo o atacante Folarin Balogun, que chegou a mobilizar o presidente norte-americano Donald Trump.
Espanha
A tendência é que a Espanha mantenha a base das últimas partidas, com destaque para Lamine Yamal e Mikel Oyarzabal no ataque, Rodri no meio-campo e o goleiro Unai Simón, que ainda não foi vazado na Copa.
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Bélgica
Do lado belga, o técnico Rudi Garcia ainda tem dúvidas, já que Kevin De Bruyne, Jérémy Doku e Romelu Lukaku começaram no banco na vitória sobre os Estados Unidos, na melhor atuação da equipe no Mundial.
Este será o terceiro confronto entre Espanha e Bélgica em Copas do Mundo. O retrospecto é equilibrado: a Bélgica levou a melhor nas quartas de final de 1986, vencendo nos pênaltis após empate por 1 a 1, enquanto a Espanha venceu por 2 a 1 na fase de grupos da edição de 1990.
Espanha: desfalques e dúvidas
A principal ausência da Espanha segue sendo a de Nico Williams, que sofreu uma lesão no adutor direito durante o jogo contra o Uruguai, na fase de grupos.
Williams não jogou contra a Áustria, ficou no banco contra Portugal e, segundo a federação espanhola, uma recuperação completa dentro do prazo da Copa é improvável.
Álex Baena tem ocupado a vaga pela esquerda com eficiência, contribuindo com um gol (contra o Uruguai) e a assistência para o gol de Pedro Porro contra a Áustria.
Yéremy Pino, que também sofreu um susto no ombro contra o Uruguai, está disponível como opção de banco.
O restante do elenco está à disposição de Luis de la Fuente, que deve manter a mesma escalação utilizada contra a Áustria e Portugal.
Provável escalação da Espanha (4-2-3-1): Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella; Rodri e Pedri; Lamine Yamal, Dani Olmo e Álex Baena; Mikel Oyarzabal. Técnico: Luis de la Fuente.
Bélgica: desfalques e dúvidas
A Bélgica sofreu um golpe severo com a confirmação de que Amadou Onana rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito durante o jogo contra os Estados Unidos e está fora do restante do torneio.
O volante do Aston Villa, que havia feito duas partidas como titular no Mundial, se machucou em um choque com Christian Pulisic ainda no primeiro tempo.
Hans Vanaken, que substituiu Onana e marcou um dos gols contra os EUA, deve assumir a titularidade.
O zagueiro Zeno Debast segue como dúvida: o defensor do Sporting sofreu uma lesão na perna antes do torneio e não entrou em campo em nenhum jogo da Copa até o momento.
Leandro Trossard foi substituído antecipadamente contra os EUA com um desconforto muscular, e sua condição física ainda é avaliada.
Kevin De Bruyne, que não jogou contra os EUA, participou do treino na terça-feira e deve retornar ao time titular.
Provável escalação da Bélgica (4-2-3-1): Thibaut Courtois; Timothy Castagne, Brandon Mechele, Nathan Ngoy e Maxim De Cuyper; Hans Vanaken e Youri Tielemans (c); Jérémy Doku, Kevin De Bruyne e Leandro Trossard; Charles De Ketelaere. Técnico: Rudi Garcia.
Destaques individuais de Espanha x Bélgica
Mikel Oyarzabal é um dos favoritos para artilheiro da Copa? O torneio ainda não chegou ao fim, então a disputa segue aberta.
Os técnicos – Filosofias contrastantes
Luis de la Fuente
O espanhol de 65 anos vive a melhor fase de sua carreira à frente da seleção.
Desde que assumiu o cargo em dezembro de 2022, conquistou a Liga das Nações de 2023, a Eurocopa 2024 e conduziu a Espanha a uma sequência de 35 jogos de invencibilidade.
Seu modelo de jogo combina a posse de bola característica do futebol espanhol com uma pressão alta agressiva e transições rápidas, aproveitando a velocidade de Yamal e a mobilidade de Oyarzabal.
Rudi Garcia
O francês de 60 anos, que assumiu a Bélgica em janeiro de 2025, tem experiência em grandes clubes europeus como Lille, Roma, Olympique de Marseille, Lyon e Napoli.
Garcia trouxe uma organização tática mais pragmática, com ênfase na verticalidade e nos contra-ataques, utilizando a criatividade de De Bruyne e a velocidade de Doku.
A capacidade de adaptação durante jogos foi testada na virada sobre o Senegal, quando a Bélgica estava perdendo por 2 x 0 e conseguiu reverter o placar na prorrogação.
Análise tática de Espanha x Bélgica
A Espanha deve dominar a posse de bola, como tem feito em todos os jogos do torneio, com Rodri controlando o ritmo e Pedri oferecendo mobilidade para conectar defesa e ataque.
A Bélgica tende a ceder a bola e apostar nos contra-ataques rápidos, explorando os espaços deixados pelas laterais espanholas quando Porro e Cucurella avançam.
A principal arma belga está na velocidade de Doku e no poder de criação de De Bruyne, que podem explorar eventuais espaços entre Laporte e Cubarsí em transições.
No entanto, a ausência de Onana priva a Bélgica de seu principal recuperador de bolas no meio-campo, o que pode dificultar a primeira fase de construção dos contra-ataques.
Para a Espanha, o desafio está em furar a linha defensiva baixa que a Bélgica pode adotar: a movimentação de Olmo entre as linhas e as incursões de Yamal pelo corredor direito serão essenciais para abrir espaços.
Com informações do Portal GE e Portal Lance








