Eugênio Zanatto Neto, que atuava há 15 anos em operações da Lei Seca, deixa esposa e dois filhos. O motorista do caminhão, de 72 anos, admitiu consumo de álcool e foi preso em flagrante.

O guarda civil metropolitano Eugênio Zanatto Neto, de 47 anos, morto após ser atropelado por um caminhoneiro suspeito de dirigir embriagado, foi velado nesta quinta-feira (21/05) em Campo Grande sob forte comoção de familiares, amigos e colegas de farda.
O sepultamento está marcado para hoje às 10h30, no Cemitério Memorial Park, no bairro Pioneiros, com cerimônia de honraria organizada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).
Integrante da corporação desde 2011, Eugênio tinha 15 anos de serviço e atuava em operações de combate à embriaguez ao volante, conhecidas como Lei Seca.
Grande parte de sua carreira foi desempenhada na região do Anhanduizinho e há cerca de um mês ele havia sido transferido para a Equipe Operacional. Além da rotina na GCM, participava ativamente de uma igreja evangélica e de ações sociais, e trabalhava como pedreiro nas folgas.

Álcool e direção
O comandante da GCM, Anderson Ortogoza, ressaltou a ironia e a gravidade do caso: “A Guarda desempenha diversas operações junto ao Detran, Agetran e Polícia Militar para combater crimes de trânsito, como a embriaguez ao volante. Infelizmente, o cidadão envolvido possivelmente fez uso de bebida alcoólica. Ele recusou o teste do bafômetro, mas a equipe constatou sinais visíveis de embriaguez.”
Ortogoza também destacou o caráter e o profissionalismo do guarda: “Pai de família, profissional de excelência. Deixou dois filhos, uma esposa desolada, pais idosos. Era muito querido.”
A esposa de Eugênio, a assistente social Sara dos Santos Souza Zanatto, de 36 anos, contou que o marido havia passado a manhã ajudando em um projeto social ligado ao trabalho dela. “Ele era aquela pessoa que sabia fazer tudo. Se precisasse de eletricista, pedreiro, ele dava um jeito”, disse Sara, que lembrou da última ligação antes de receber a notícia da morte. O casal estava junto há 18 anos e tinha dois filhos, de 15 e 7 anos.

Sobre o acidente
O acidente ocorreu quando Eugênio trafegava em uma motocicleta Honda CG Titan pela Rua Padre Damião na quarta-feira (20/05) por volta das 18h30. Ao entrar no cruzamento com a Rua Barão de Campinas, o caminhoneiro, identificado como Sebastião Antunes de Almeida, de 72 anos, iniciou conversão à esquerda, invadiu a pista contrária e fechou a passagem da motocicleta, provocando a colisão frontal.
Câmeras de segurança registraram o momento. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas, mas o guarda não resistiu e morreu antes de receber socorro.
Sebastião admitiu à polícia que havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente, recusou o teste do bafômetro e foi preso em flagrante.
O caso segue sob investigação para apuração das circunstâncias e responsabilidades.






