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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

Adriane erra de novo na saúde com a ideia de fechar 15 postos

  • Geraldo Silva
  • 16 de maio, 2026
  • Politica, Saúde
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Prefeita atira secretário na fogueira mais uma vez, sabendo que está queimando um bom profissional.

A prefeita Adriane Lopes: continua fugindo das suas responsabilidades. (Foto: Redes Sociais).

De fracasso em fracasso, ou de fiasco em fiasco, a mulher-modelo que se reelegeu prometendo “fazer a diferença” só consegue acumular os pontos negativos que a conservam como a campeoníssima entre as piores gestões das capitais brasileiras.

Para não perder o hábito, Adriane Lopes (PP) fechou mais uma semana envergonhando e revoltando os quase um milhão de habitantes desgovernados por ela.

No último dia 05 de maio a prefeita sofreu uma amarga derrota, quando a Câmara Municipal rejeitou seu projeto para entregar a saúde pública às Organizações Sociais (OSs), privatizando o sistema.

Prefeita Adriane Lopes e o secretário de saúde Marcelo Vilela.

E para não passar pela vergonha de ser chamada de fujona, ela havia colocado como “boi de piranha” para defender esta ideia descabida o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, profissional de reconhecida competência.

Fujona
Menos de duas semanas depois, também na Câmara Municipal e com Vilela novamente representando a fujona, Adriane amargou outro revés.

Vereadores, inclusive diversos de sua base de apoio, rechaçaram vigorosamente sua disposição de fechar as portas de postos de saúde para fazer economia. E não é pouca coisa: seriam 15 unidades da rede, entre as quais dois Centros Regionais que prestam serviços emergenciais às comunidades dos bairros Coophavila II, Nova Bahia e Nova Lima.

Na votação da proposta de terceirizar a saúde, os vereadores e o público que acompanhava a sessão deram um “não” maiúsculo, potente e indignado, à desfaçatez de uma prefeita que foge das responsabilidades por não ter capacidade ou vontade de exercê-las.

Ela terceirizaria a saúde porque não soube impedir ou minimizar o estado caótico do sistema. E estaria cogitando aderir à ideia de um vereador de seu bloco ideológico que quer privatizar a educação.

Temporada de absurdos
A delirante temporada de absurdos é tão medonha que o vereador Maicon Nogueira, rompeu politicamente com a prefeita e renunciou à liderança do Partido Progressista (PP), partido de Adriane.

Justificou a atitude afirmando que não poderia aceitar tamanho desmonte e ir contra os munícipes que pagam os impostos e merecem serviços de assistência em saúde com qualidade. Segundo Vilela, o fechamento dos postos teria como objetivo economizar as despesas da Saúde.
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) repudiou a manobra de Adriane. “A proposta é inadmissível, é mais um ataque ao direito da população à saúde pública. O cúmulo é pensar em fechar unidades de saúde em uma cidade que já sofre com filas, falta de médicos, demora em exames e dificuldade de acesso ao atendimento. Ao invés de ampliar e fortalecer a rede pública, a prefeitura quer reduzir estruturas e afastar ainda mais o atendimento da população. Isso é desumano e inaceitável”, disparou.

O caos na saúde se agravou, como bem observou a vereadora. E enquanto isso ocorre, estranhamente, a prefeita que pretende privatizar o sistema trabalha com orçamentos bilionários.

Isso mesmo: é orçamento de bilhões. Para este ano de 2026, o orçamento da prefeitura para a Saúde de Campo Grande é de cerca de R$ 2 bilhões, em torno de um terço do total somado de todas as áreas (R$ 6,9 bilhões).

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