Polícia em Aparecida do Taboado apreende fuzil, revólver e porções de drogas em residência alvo de denúncias de tráfico. A vítima foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Ueverton Gomes da Silva, 31 anos, foi baleado durante uma intervenção policial na tarde de quarta-feira (13/05) e morreu após receber atendimento na Santa Casa de Aparecida do Taboado, segundo registro da ocorrência.
De acordo com o boletim policial, equipes da ROTAC (Rondas Táticas e Ações de Choque) realizavam diligências em uma casa no bairro Tia Chica I motivadas por denúncias de que o imóvel continuava sendo usado para o tráfico de drogas. O endereço já havia sido alvo de apreensões anteriores.
Os agentes informaram que, durante rondas nas proximidades, avistaram um homem armado no portão do imóvel; ao perceber a aproximação da equipe, ele teria corrido para dentro da residência e incentivado um pitbull a avançar contra os policiais.

A equipe então entrou na casa e, conforme o registro, encontrou o suspeito armado em um dos cômodos. Ao desobedecer ordens para largar a arma e apontá‑la contra os militares, um policial efetuou dois disparos.
Ueverton foi socorrido pela equipe e levado à Santa Casa local, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito na unidade hospitalar.
Na perícia e buscas realizadas na residência foram apreendidos um fuzil Taurus T4 com carregador e munições, um revólver calibre .32 com numeração riscada e porções de pasta‑base de cocaína e maconha, segundo a polícia.
As investigações seguem para apurar a participação do suspeito em crimes anteriores na cidade, inclusive em um roubo no qual ele teria tentado atirar contra uma policial civil.
A Polícia Civil e a perícia técnica preservaram o local para levantamento criminalístico e as apurações continuam em andamento para confirmar vínculos do imóvel com o tráfico e possíveis responsabilidades penais.
Ficha policial
Ueverton era condenado por roubo majorado, furto qualificado e adulteração de sinal identificador de veículo automotor, recebendo pena de 15 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.
Além desse episódio, Ueverton acumulava outras passagens policiais por crimes patrimoniais e resistência. A anotação mais recente em seu histórico era justamente pelo crime de resistência, relacionado ao descumprimento de ordens e enfrentamento a equipes policiais durante abordagem.
O caso foi registrado como resistência, porte ilegal de arma de uso restrito, tráfico de drogas, tentativa de homicídio contra agente de segurança pública e a 38ª morte decorrente de intervenção policial de 2026.








