Polícia paraguaia suspeita que ex-namorado é o autor do feminicídio. A investigação apura se o suspeito, também estudante de Medicina, fugiu para o Brasil após atacar Julia Vitória Sobierai Cardoso dentro do apartamento onde ela morava.
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A estudante brasileira de Medicina Julia Vitória Sobierai Cardoso, de 22 anos, foi assassinada de forma brutal na sexta-feira (24/04), em Ciudad del Este, no Paraguai, cidade que faz fronteira com o Brasil.
A investigação trata o caso como feminicídio e aponta como principal suspeito o ex-namorado da vítima, Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, também estudante de Medicina, que está foragido. Segundo a perícia paraguaia, Julia sofreu 67 golpes, sendo a maioria causada por uma tesoura de cutícula e o restante por uma faca. No apartamento, os investigadores encontraram os objetos que teriam sido usados no ataque, além de marcas de sangue e sinais de luta corporal, o que reforça a linha de investigação de violência extrema dentro da residência.
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De acordo com as apurações já divulgadas pela imprensa local e brasileira, Julia morava em um apartamento na Área 3, bairro Obrero, e dividia o espaço com uma colega. Foi essa colega quem encontrou o corpo ao retornar da faculdade. Ela disse à polícia que ouviu uma discussão na manhã do crime e, ao verificar a situação, foi informada pelo suspeito de que o barulho vinha de outro cômodo.
A suspeita é de que o crime tenha ocorrido entre 11h e 12h, mas a polícia só foi acionada horas depois, por volta das 17h, o que abriu margem para a possibilidade de fuga do investigado. O Ministério Público do Paraguai já indicou que deve formalizar um pedido de captura internacional, enquanto autoridades também avaliam a chance de o suspeito ter cruzado a fronteira com o Brasil.

O que se sabe até agora
A jovem era natural de Chapecó, em Santa Catarina, mas vivia há anos em Navegantes com a família. Desde 2025, estudava Medicina na Universidad de la Integración de las Américas (Unida), em Ciudad del Este, e a instituição divulgou nota de pesar após a morte.
Informações publicadas até agora apontam que o relacionamento entre Julia e o suspeito havia terminado há cerca de cinco meses, embora ele ainda tentasse se reaproximar da vítima. Amigos e familiares relataram que a relação teria sido marcada por conflitos, e a polícia trabalha com a hipótese de que o ex-namorado não aceitava o fim do vínculo.
O corpo da estudante foi liberado para a família e o velório ocorreu em Santa Catarina, sob forte comoção. Enquanto isso, a polícia paraguaia mantém as buscas pelo suspeito e continua reunindo provas para esclarecer a dinâmica do crime e confirmar todos os envolvidos na ocorrência.






