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Campo Grande, 20 de agosto de 2026
editorial

A gestão do desemprego na capital do atraso

  • Geraldo Silva
  • abril 28, 2026
  • 9:48 am
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A gestão do desemprego na capital do atraso
Embora os números mostrem que Mato Grosso do Sul é um dos três estados com maiores índices de empregabilidade no País, graças à capacidade dos empreendedores privados e às políticas públicas dos governos federal e estadual no fomento à economia, borrões vergonhosos  mancham este cenário.
São os borrões causados pelos gestores e gestões  municipais incapazes, divorciados da realidade ou então simplesmente  despreparados para a tarefa de governar.
Campo Grande é um desses municípios. Já beirando a casa de seu primeiro milhão de moradores, a Capital sul-mato-grossense já não deveria mais permanecer no descarado comodismo ou descarada dependência, à espera da ajuda salvadora do Estado, não só em obras de infraestrutura, segurança e assistência – e no emprego também.  Em todos os indicadores constata-se que as vagas com carteira abertas na cidade são, em maioria, impulsionadas pelos programas estaduais de incentivo à economia.
Estas observações sustentam uma preocupação que se origina de um grave problema criado pela falta de sensibilidade, de competência e de inteligência.  Pasmem: a gestão municipal, em lugar de criar medidas e investir em obras e serviços para incentivar os empreendedores e abrir os diversos espaços para a geração de empregos e de renda, faz exatamente o contrário, atua contra quem quere trabalhar, contra quem quer produzir.
Não é oposicionismo, nem uma crítica vazia. É a realidade nua e crua, escancarada à vista dos mais de 940 mil habitantes, podendo ser vista a qualquer hora no centro da cidade. Basta ir à Avenida Afonso Pena e saber porque pequenos comerciantes sentem-se desestimulados a trabalhar, aproveitando honesta e saudavelmente os espaços e condições que lhe são oferecidos, porém, lamentavelmente, tirados.
São as pequenas economias que geram empregos e renda, cujos responsáveis não se recusam a cumprir a lei, desde que sejam justas e pertinentes, focadas numa conjuntura em que deveria ser possível, calma e produtiva a convivência entre a economia e o ordenamento urbano.  Se houvesse uma gestão com esta consciência, que tivesse a capacidade ou o dom de organizar e estruturar os direitos e deveres de um e de todos, para equilibrá-los, a história seria outra.
Contudo, o que se tem é uma história de destruição de ânimos e de esperanças a cada barraca ou food truck removido das ruas pela força de uma fiscalização, que faz sua obrigação porque a cidade não tem ordem e nem ordenação de quem a administra.
Se é para planejar e organizar, isso deve dar muito trabalho, então os inaptos e inaptas fazem aquilo que lhes é mais fácil: remover o trailer, criminalizar o pequeno empreendimento e desempregar o trabalhador.
Já se foi o tempo em que Campo Grande merecia ser chamada de a Capital do futuro. Agora, com a gestão que tem, precisa melhorar muito para ser a capital do atraso.
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