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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

O frio de abril  tem data marcada para MS com mínimas abaixo de 8°C

  • 28 de abril, 2026
  • Previsão do Tempo
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Massa polar avança sobre Mato Grosso do Sul, derruba temperaturas abaixo de 8°C e traz risco de geada e impactos na saúde e no agronegócio. O frio avança pelo Cone Sul do estado e surpreende uma região que ainda registrava calor acima de 30°C no fim de semana anterior.

14 municípios do extremo sul tem risco de geada eles, estão: Amambai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Laguna Carapã, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas e Tacuru.

Segundo a Climatempo, a massa de ar frio de origem polar mais intensa registrada em 2026 começa a ingressar pelo Rio Grande do Sul na noite de domingo, 26 de abril, avançando progressivamente para o norte nos dias seguintes. O núcleo mais severo permanece no Sul na segunda e terça-feira, mas o sul e o sudoeste do Mato Grosso do Sul entram na rota direta do ar polar à medida que o sistema avança.

O Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) já emitiu alertas para declínio acentuado de temperatura e risco de geada em municípios como Amambai, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Iguatemi, Naviraí e Paranhos.

Climatologia do MS explica por que frio em abril é considerado evento fora do padrão
Para compreender o impacto desse episódio, é necessário observar o padrão climático típico do estado. O Mato Grosso do Sul apresenta um regime climático bem definido, com verão quente e chuvoso entre novembro e abril e inverno seco e mais ameno de maio a outubro. Em abril, as temperaturas ainda permanecem elevadas.

A média histórica de máximas em Campo Grande varia entre 28°C e 29°C, enquanto as mínimas geralmente não ficam abaixo de 20°C. Eventos de geada nesse período são raros e não fazem parte do comportamento climático esperado.

Geografia e topografia facilitam avanço de massas polares pelo sul do estado
A configuração geográfica do Mato Grosso do Sul contribui para a entrada de ar frio em episódios específicos. O eixo sul-norte e o relevo relativamente plano permitem que massas polares avancem com menor barreira quando apresentam maior intensidade.

Regiões próximas à fronteira com o Paraguai, como Ponta Porã e Iguatemi, estão em latitude semelhante à de cidades do Sul do Brasil e podem registrar temperaturas significativamente mais baixas quando o sistema atmosférico é forte.

Defesa Civil e Inmet emitem alerta para queda superior a 10°C em menos de 24 horas e risco de geada
Os alertas meteorológicos indicam dois riscos principais para o estado.
-O primeiro é o declínio acentuado de temperatura, com quedas superiores a 10°C em menos de 24 horas.
-O segundo é o risco de geada em pelo menos 14 municípios do extremo sul.

Entre eles estão Amambai, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Laguna Carapã, Mundo Novo, Naviraí, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas e Tacuru.

Impacto do frio no agronegócio pode atingir milho segunda safra em fase crítica de desenvolvimento
O Mato Grosso do Sul é um dos principais produtores de milho segunda safra do Brasil. No período de abril, parte das lavouras ainda está na fase de enchimento de grãos, considerada sensível a baixas temperaturas. Geadas com temperaturas abaixo de 3°C por períodos prolongados podem causar danos irreversíveis às plantas, comprometendo a produtividade.

Campo Grande registra queda abrupta de temperatura e entra em zona de risco para saúde pública
Campo Grande está localizada em uma zona intermediária, recebendo influência do ar polar quando o sistema é mais intenso. A previsão indica mínimas entre 8°C e 12°C, com queda superior a 20°C em relação às temperaturas registradas nos dias anteriores. Esse tipo de variação brusca tem impacto direto na saúde, especialmente em populações não adaptadas ao frio.

Oscilações térmicas aumentam risco de doenças respiratórias e cardiovasculares
Estudos médicos indicam que mudanças rápidas de temperatura são mais perigosas do que o frio extremo isolado. A queda brusca favorece o agravamento de doenças respiratórias, como bronquite e pneumonia, além de aumentar o risco de eventos cardiovasculares. Crianças pequenas e idosos são os grupos mais vulneráveis.

O Pantanal possui características climáticas próprias devido à grande presença de água e vegetação. Essa condição pode suavizar as temperaturas mínimas em comparação com regiões mais secas do sul do estado. No entanto, a umidade elevada intensifica a sensação térmica, tornando o frio mais desconfortável para humanos e animais.

Frio úmido no Pantanal pode aumentar estresse térmico em rebanhos e afetar produtividade
Em episódios prolongados de frio úmido, o gado pode apresentar aumento no gasto energético e maior suscetibilidade a problemas respiratórios. Esses fatores impactam diretamente a produtividade e a saúde dos rebanhos, especialmente em sistemas extensivos.

Modelos climáticos apontam para um cenário de maior variabilidade térmica. Eventos de calor extremo, com temperaturas acima de 40°C, devem se alternar com incursões de ar polar mais intensas. Essa amplitude crescente exige adaptação constante de sistemas produtivos e infraestrutura urbana.

Com informações do Portal CPG

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