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Campo Grande, 09 de outubro de 2026

Mercado de fertilizantes: Rússia suspende exportação de nitrato de amônio

  • 25 de março, 2026
  • Economia e Agronegócio
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Setor já está fragilizado pela guerra no Irã. Os custos agrícolas e preços dos alimentos podem aumentar.

A Rússia, segundo maior produtor mundial de fertilizantes, responde por cerca de 20% do comércio global de nutrientes.

A Rússia suspendeu temporariamente as exportações de nitrato de amônio, matéria-prima utilizada na adubação de áreas agrícolas, para focar no abastecimento interno, conforme informação divulgada pela agência de notícias Bloomberg nesta terça-feira (24/3). A medida restringe a oferta global de fertilizantes, em um mercado já fragilizado pela guerra no Irã.

A suspensão foi definida pelo Ministério da Agricultura russo e permanece em vigor de 21 de março a 21 de abril. Os fornecimentos previstos em acordos intergovernamentais estão isentos.

“A suspensão das exportações permitirá o fornecimento prioritário ao mercado interno durante o período de trabalho de campo da primavera e garantirá seu progresso ininterrupto em meio à crescente demanda de exportação por fertilizantes nitrogenados”, afirmou o ministério, segundo a publicação da agência.

A Rússia, segundo maior produtor mundial de fertilizantes, responde por cerca de 20% do comércio global de nutrientes.

Conheça os principais tipos de fertilizantes na agricultura » Portal  Agriconline

O anúncio ocorre em um momento em que o fluxo global de fertilizantes foi interrompido pela guerra no Irã. O Estreito de Ormuz movimenta cerca de um terço do comércio global de fertilizantes e foi fechado desde o início do conflito, no final de fevereiro.

Além disso, o Irã é um dos principais fornecedores de ureia ao Brasil, outro insumo utilizado na fertilização das lavouras.

Os riscos de abastecimento são agravados pelo fato de a China, maior produtora de nutrientes, também ter restringido as exportações. De acordo com a Bloomberg, agricultores do Hemisfério Norte geralmente aumentam a aplicação de nutrientes durante o período de plantio da primavera.

A escassez pode aumentar a competição pelos estoques limitados de fertilizantes no mercado global, elevando os custos dos agricultores e, consequentemente, aumentando os preços dos alimentos.

O conflito no Oriente Médio, que entrou na quarta semana, tem provocado repercussão imediata no agronegócio brasileiro. A principal consequência é o impacto no preço dos fertilizantes, insumos essenciais às lavouras de soja e milho, por exemplo, alguns dos principais cultivos agrícolas do Brasil.

O preço da ureia, utilizada na fabricação de fertilizantes nitrogenados, teve alta de 50% desde o início da guerra, chegando nesta semana a US$ 725 a tonelada, segundo a consultoria StoneX. No caso do MAP (fosfato monoamônico), cotado a US$ 845, a elevação foi de 14% no mesmo período.

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