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Campo Grande, 01 de outubro de 2026
editorial

A incompetência está em alta e a gestão em baixa

  • Geraldo Silva
  • março 16, 2026
  • 5:15 am
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A incompetência está em alta e a gestão em baixa

Viver em uma cidade que tenha seu próprio hospital é um direito e um sonho que, provavelmente, 100% das pessoas acalentam.

Em 2024, a realização deste sonho foi prometida por apenas uma das sete chapas que concorreram à prefeitura de Campo Grande, formada por Adriane Lopes (ex-Patriota, hoje PP) e Camila Nascimento (Avante).

A construção do primeiro hospital municipal da capital de Mato Grosso do Sul foi anunciada não como uma mera promessa.

Era um compromisso borado com requintes sedutores, “vendido” ao eleitorado como algo já em vias de ser materializado, com detalhes sobre tamanho, estrutura, custo, especialidades e modelos de gestão e uso.

Muita gente decidiu então acreditar naquela bela viola, deixando-se arrebatar, convencida pelas sedutoras vantagens que eram projetadas por Adriane.

Ela falava com firmeza sobre o fim da angústia nas filas da rede pública, da falta de remédios, dos “buracos” nos plantões. Fazia juramento sobre o atendimento de excelência e até cobertura domiciliar.

A viola era belíssima. Por fora. E por dentro, só pão bolorento. A candidata mentiu, e nem ficou ruborizada, quando disse que tinha tudo nas mãos para iniciar de imediato a grande obra e colocar o hospital em funcionamento já no em 2025.

O show de promessas foi feito em 2024 e agora, em março de 2026, o empreendimento continua engasgado nas gargantas da prefeita e de sua vice.

O hospital municipal que a prefeita prometeu não saiu do papel e da lábia eleitoreira.

E são simples e objetivas as razões. Primeiro porque promessa vazia é mentira maquiada. Segundo, porque a incompetência da gestora e de sua gestão é tamanha que nem mesmo o processo licitatório conseguem fazer.

A primeira licitação foi aberta em julho de 2024, com propostas acima de R$ 4,1 milhões para montar e instalar o hospital.

Uma das duas propostas era da Health Brasil Inteligência em Saúde, ré por desvio de R$ 46 milhões do Hospital Regional e R$ 2,028 milhões do Samu.

Um vereador, o Professor André, moveu ação popular contra o processo. Alegou que não houve audiência pública nem Estudo de Impacto da Vizinhança e a prefeita violou a Lei de Responsabilidade Fiscal por gerar despesas no fim do mandato.

Ninguém é contra o hospital municipal. Todo mundo é a favor, até porque o sistema municipal de saúde é um caso incurável de caos nesta gestão.

Enquanto a promessa continuar como vento que enche balão, a incompetência do ciclo ‘Adrianista’ jamais necessitará de uma internação hospitalar, pois estará sempre em alta, e o caótico desempenho da gestora em baixa, com a saúde na UTI.

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