Denúncias feitas à Polícia envolvem assessores de alto escalão protegidos pela prefeita campo-grandense.

Dois casos envolvendo assédio sexual abusivo e violência de gênero contra assessores do mais elevado escalão da prefeita Adriane Lopes (PP) foram denunciados à polícia em menos de um mês, neste que é o seu segundo mandato.
Os denunciados são Paulo Cesar Lands Filho, 38, secretário da Juventude (Sejuv), e o médico e ex-vereador Sandro Benites, o diretor-presidente da Funesp (Fundação Municipal de Esportes).
Paulo Lands Filho, 38, foi acusado de estupro de vulnerável.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A vítima, de 23 anos, disse que era servidor da Sejuv e em julho de 2025 começou a ser assediado. Paulo lhe ofereceu carona até sua e no caminho tocou suas partes íntimas. Outros contatos aconteceram, um deles com maior intimidade quando estava sob efeito de álcool.
O denunciante citou para os policiais os detalhes das abordagens, locais e datas, além de referir-se à prática de sexo oral sem que estivesse de acordo. Afirmou então que por não aceitar as investidas acabou sendo demitido. O caso foi publicado por órgãos de imprensa, como o site Nova Lima News e outros. A 3ª Delegacia de Polícia está apurando a denúncia. Paulo Lands Filho, irmão do vereador Wilson Lands, ganhou licença da prefeita e se afastou do cargo provisoriamente.

Quem também foi denunciado à polícia é o médico e ex-vereador Sandro Benites, acusado de violência doméstica. Com ele a mão pesada da Justiça já começou a operar. O juiz Henrique Neiva de Carvalho e Silva acolheu a queixa de uma mulher com quem Benites se relacionava e deferiu uma medida protetiva contra o diretor-presidente da Funesp, cotado para ser secretário de Saúde de Adriane Lopes.
O Boletim de Ocorrência da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) registra suposta prática de violência psicológica em relação doméstica.
Benites é casado, porém mesmo assim ele vinha mantendo um affair havia seis anos com a mulher que o acusou. Ela alega que o acreditava solteiro, mas descobriu ser mentira e resolveu romper o caso, decisão que ele não teria acatado e passou a pressioná-la com frases e ameaças típicas de violência psicológica e emocional.
A medida protetiva está baseada na Lei Maria da Penha.






