Jovem de 25 anos chegou à Santa Casa com convulsões e lesões graves. O namorado alega suicídio, mas amigos contestam a versão e vídeos antigos viralizam.

Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, morreu na madrugada de sábado (07/03) após ser socorrida em estado grave na casa do namorado, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande, com sucessivas convulsões e lesões no rosto e pé.
O caso, inicialmente registrado como suicídio, é investigado pela 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) com perspectiva de gênero, enquanto amigos da vítima acusam o estudante de 21 anos de feminicídio, citando histórico de violência contra a vítima.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar prestou apoio ao Samu na tarde de sexta (06/03), quando Ludmila estava desacordada, com hematoma abaixo do olho direito, cortes no pé esquerdo e em coma profundo por parada cardiorrespiratória.
O namorado, única testemunha, relatou discussão por ciúmes após ida ao fórum para retirar BO anterior contra ele. Ele afirma que Ludmila misturou pó branco (cocaína) em água, bebeu, convulsionou, bateu o rosto na porta e expeliu sangue.
Ele apresentava arranhões e mordida, justificados como tentativa de socorro.
Prontuário contradiz a versão
O prontuário médico da Santa Casa, obtido por veículos locais, revela traumas de alta energia: hematoma cortocontuso no olho, desvio dentário e fratura cominuta na clavícula (estilhaçada, cirurgicamente fixada), incompatíveis com simples queda.
Vizinha confirmou gritos de socorro e acionou o Samu, mas não viu o interior da casa. Amigos relatam medida protetiva anterior, agressões e humilhações. Após a agressão e morte, vídeos antigos de Ludmila, mostram ela denunciando agressões sofridas pelo ex namorado e hematomas.

Ludmila era ativa na Comunidade São Lucas (Paróquia Divino Espírito Santo), no grupo Despertar da juventude católica, gerando comoção e pedidos de “Justiça por Ludmila” nas redes.
A Polícia Civil aguarda laudo necroscópico e pericial. Se confirmado feminicídio, será o 1º em Campo Grande e 6º em MS em 2026. O namorado foi ouvido e liberado, e a perícia foi realizada na residência.
Vídeos e fotos circulam em redes sociais, mostrando relatos antigos da vítima sobre agressões e fotos de Ludmila em atividades religiosas.
Ludmila morava com a avó e deixa uma filha pequena.






